2008
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Em dezembro, revisito o ano que termina. Será a primeira vez e, assim de repente, escreverei sobre o melhor do meu 2008 na cultura, na política, no desporto, na blogesfera e em mais uma ou outra coisa que entretanto surja.
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Em dezembro, revisito o ano que termina. Será a primeira vez e, assim de repente, escreverei sobre o melhor do meu 2008 na cultura, na política, no desporto, na blogesfera e em mais uma ou outra coisa que entretanto surja.
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de modos que é assim
a cabeça vai latejando, pouco. tentar explicar. não dói. isso é bom. ambos sabemos que há em mim para além de um grande cansaço uma grande aversão à dor. levanto-me e a cabeça julgo que é a cabeça encolhe. poderia dizer que é o cérebro que aumenta mas. não. isso sabemos que não. encolhe e eu não ando quando dou passos. vou andando. só posso imaginar que seja um género de levitação. se fosse água que estivesse debaixo de cada pé ali estava eu a andar.a levitar. já tomei um cêgripe. devia ter tomado dois.
A manhã começou assim. Um ciclo de pesquisas infrutíferas e só relacionadas entre si porque acontece. Acontece assim. Como a manhã começou. Este blogue não se reinventa. Este blogue atravessa ciclos e nas últimas semanas foi um ver se te avias de regressos ao passado. A vida repete-se. O blogue também.
ficava mais um bocado a ver isto, aqui.
Downtown at 1:30 p.m. on Park Row as people and horse-drawn vehicles struggle to make their way through the snow of the Blizzard of 1888, as seen from the foot path of the Brooklyn Bridge.
Location: Brooklyn, NY, US
Date taken: March 14, 1888
Photographer: Wallace G. Levison
Tags: José Saramago, morte
Escreve-se pouco sobre a morte. Fala-se menos. Sobre a nossa, então, nunca. Por isso surpreenderam dois artigos de opinião no jornal Público de Sábado e este post de José Saramago.
sinto-me vivo, vivíssimo, quando, por uma razão ou por outra, tenho de falar da morte…
A morte não tem de ser lúgubre. Cá voltaremos.
Ontem vimos o filme do livro. A sala estava assustada e o sentimento não pode ter sido diferente daquele que antecede a aterragem de um avião. O coração pára sempre um bocado. Quando a sala, desculpem, quando os passageiros se apercebem que já é difícil aquilo correr mal há sempre lugar ao suspiro de alívio, por muito silencioso, em todos, e à euforia, em alguns, que não poucas vezes se traduz em energéticos aplausos. Ontem foi assim. Sobrevivemos ao filme e houve quem tivesse aplaudido.
Parece que hoje a Fnac está em festa. Desde os dias dos muitos posts a dizer mal da Fnac por causa dos 10% e do cartão cliente que eu fiquei com azia e também particularmente atento ao que de muito bom a Fnac tem. A azia passou, mas eu que não sou de vir para aqui dizer nem bem nem mal passei a dizer bem de algumas coisas (sem link) e também da Fnac.
Ontem comprei o mais recente livro do Jamie Oliver e a Fnac ofereceu-me outro. O Jamie é o Herberto Helder da cozinha.
Ninguém me convence que “tamboril embrulhado em folhas de bananeiras com gengibre, coentros, malaguetas e leite de coco” não é senão poesia.
Subscrevi ontem, só ontem, o blogue do Possidónio Cachapa pela simples razão de que nunca li nada do Possidónio Cachapa e eis que hoje, atenção!, hoje!, não surge o que, há muito, todos desejávamos ler, mas quase.
Expressões que por vezes atropelam as congéneres portuguesas. Falo de mim, está claro. Hoje foi esta, enquanto pensava que talvez fizesse sentido tomar uma posição sobre o assunto – adopt a firm position about an issue – como se fosse possível, como se não fosse possível, como se a escolha estivesse ao nosso alcance independentemente da possibilidade.
Naquela sala, eu deveria ser o único presente que só tinha ouvido uma música de Sigor Rós e, mesmo essa, uma única vez. Acho que isso jogou a meu favor. A partir de hoje, no que depender de mim, só hei-de ouvir ver Sigur Rós ao vivo e em directo. Ou de olhos bem fechados.