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Parece que hoje a Fnac está em festa. Desde os dias dos muitos posts a dizer mal da Fnac por causa dos 10% e do cartão cliente que eu fiquei com azia e também particularmente atento ao que de muito bom a Fnac tem. A azia passou, mas eu que não sou de vir para aqui dizer nem bem nem mal passei a dizer bem de algumas coisas (sem link) e também da Fnac.

Ontem comprei o mais recente livro do Jamie Oliver e a Fnac ofereceu-me outro. O Jamie é o Herberto Helder da cozinha.

Ninguém me convence que “tamboril embrulhado em folhas de bananeiras com gengibre, coentros, malaguetas e leite de coco” não é senão poesia.

Foi por causa de notícias destas que decidi comprar, na Fnac (herege!) online (ah!), o último livro de Herberto Helder. O preço de editor está nos 20 euros e a Fnac (herege!) online (ah!) vende por 18 euros. 10% de desconto, contas assim por alto, e nem sequer é preciso cartão de cliente. Paguei 3.5 euros pelo transporte (Ah! Afinal…!), mas nem sequer precisei de sair da secretária para que o livro que comprei ontem me chegasse hoje às mãos (ah!). Acresce ainda a oferta que a Fnac (herege!) online (ah!) faz: “Doze Nós Numa Corda”, um livro cujo preço de editor anda à volta precisamente dos 11 euros. Contas feitas, 21.5 euros, dois livros que valem, segundo o editor, 31 euros, e (e só isto me faria odiar a Fnac) ainda aqui estou, na secretária, a trabalhar.

Eu não durmo, respiro apenas como a raiz sombria
dos astros

Herberto Helder

(Mandei vir outra leva para ficar com o “Ouolof” e um presente que, provavelmente, já não iria conseguir comprar no Natal)