Depois de uns dias de férias preciso sempre de mais um ou dois para descansar. Férias raramente são sinónimo de descanso. Em Moçambique acorda-se cedo e deita-se tarde. Juntei-lhe duas directas e, por causa disso, já em Portugal, tenho-me deitado cedo e acordado mais tarde. A precisar de mais férias, talvez.
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Namoraram anos e anos. E anos passados,
Ela não quis. Ele argumentou e casaram.
Por uso capião.
[depois desta]
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Shosholoza
Ku lezontaba
Stimela si qhamuka e South Africa
Wen u ya baleka
Wen u ya baleka
Ku lezontaba
Stimela si qhamuka e South Africa

(Na Swazi a viagem teria valido a pena, nem que fosse, só por isto. Cinco minutos de memórias de outros tempos. Aqui canta Helmut Lotti. Lá foi como sempre conheci e cantei. A lembrar Camilla.)
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Em Setembro, deixei esquecido o livro de Philip Roth, em Maputo. Em boa hora o recuperei. Qualquer hora seria boa.
Sob os auspícios de Afrodite, disfarçado de Pigmalião e nas imediações de Tanglewood, estaria agora o professor reformado de literatura clássica a dar vida à transgressiva e recalcitrante Faunia na pele de uma Galateia requitadamente civilizada?
Sendo que dar carácter público a uma coisa tende apenas a corroer a sua intensidade, é isso que, de facto, querem?
Lembrei-me de uma coisa que ele me contara ter-lhe Faunia dito no resplendor crepuscular de uma das suas noites, quando tanto parecia esar a passar-se entre eles. Ele dissera-lhe: «Isto é mais do que sexo», e ela respondera, redondamente: «Não, não é. Tu é que te esqueceste do que o sexo é. Isto é sexo. Sexo puro. Não lixes tudo fingindo que é outra coisa.»
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Aterrei ontem ao final do dia, mas é aos poucos que vou chegando. Devagarinho… Partes de mim ainda permanecem junto dos leões do Kruger, nas verdejantes paisagens da Swazilândia e no pôr do sol que, a 39000 pés de altitude, estava sustentado num denso manto branco.
Vou chegando, aos poucos.
Pacíficamente.
Numa contemplação nobre
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A reacções à minha sms matinal foram várias. Houve quem não acreditasse. Houve quem pensasse que eu tivesse feito de propósito. Houve quem não ligasse patavina. Houve quem se preocupasse. Houve de tudo. Mas, será que sou o único a ter perdido um avião de forma a ficar mais uns dias de férias?
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raro era o dia em que o Fred não me dizia, a propósito de um qualquer acontecimento mais estranho, que esta merda dava um post.
E dava, na maior parte das vezes, mas não deu e, provavelmente, nunca irá dar. Alguns ficaram e hão-de aparecer enquanto que os outros ficam perdidos, ou guardados, no submundo das memórias. São posts perdidos no tempo.
Nem todo o momento é eterno. Nem toda a eternidade se mede no presente.
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consequência de escrever nas entrelinhas?
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Rodízio de bacalhau no Girassol.
1001 pratos de bacalhau confeccionados e à disposição do cliente. Na verdade, não eram bem os 1001, mas… sobremesa estava incluída, por isso, como se fosse e, surpresa!, a sobremesa também era de bacalhau. Na verdade, a sobremesa não era bem de bacalhau, mas estava boa na mesma. A mousse era de chocolate, o arroz era doce, a baba era de camelo, a delícia era folhada, o bolo era de bolacha, a tarte era de natas, …
Jantar é na Costa do Sol e, porque não é só de comida que vive este blogue, amanhã ele vai para Portugal e eu parto para o Kruger.
Como diria a minha bisavó Carmo, ambos os dois…
… de barriga cheia
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– My man, how’s it going to be?
– Don’t know yet. I’m still drinking about that
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tivesse Descartes vindo passar uns dias a Moçambique enquanto criava a base do sistema cartesiano e certamente que a máxima teria sido outra
transpiro, logo existo
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