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Junho começou com Marrocos. Começou antes, mas não contou. Foi com o Nouradine e o Abdelhaq, já em Junho, que nos começámos a sentir em nossa casa, em casa deles. Estranha-se o princípio. O território está por explorar e ainda não sabemos que somos todos iguais. Quem és tu? Eu não estou aqui, por mim protegido de tudo. E no entanto, ali estávamos, estivemos, todos, à mesa. Nós e a tagine. A nossa tagine. As nossas mãos.

Tagine com Nouraddine e Abdelhaq

Este Marrocos foi também o do Rachid. Esquecido em Tighassaline, perdido de todos, à procura do mundo e o mundo sempre ali. Sempre diferente, esse mundo, que pára e arranca como se ali nos pudéssemos perder ou, pior, encontrar. Ali nos juntámos, todos, à mesa. Nós e o couscous. O nosso couscous. As nossas mãos. O nosso serão.

Serao em casa do Rachid

Foram eles que fizeram Marrocos.

mas (1) a maior parte do posts que quero escrever não escrevo e (2) rapidamente descubro que não deveria ter escrito a maior parte dos posts que escrevi. Para comprovar a primeira afirmação (1), existem, às 20:34 do dia 02-09-2008, 482 rascunhos neste blogue. Para comprovar a segunda (2), basta ler os arquivos.

Posto isto, fica o aviso de que os próximos dois posts seriam mais dois posts que não iria escrever.

O primeiro versará sobre as oito horas que, no sábado, passei na cozinha. Será, obviamente, o meu mais longo post.

O segundo, agora que a Maria João Nogueira regressou de férias, dará a conhecer a minha breve opinião sobre os blogs do sapo. Será, obviamente, ao estilo de Michelle “of the Resistance” Dubois: “Listen very carefully, I shall say this only once!

Em breve.

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Regressar de férias a pensar em comida. Houmus, que conheci em Moçambique e, finalmente, terei de fazer, Paella, Pulpo a Feira, Pimentos de Padron, Tortilha Espanhola, Empanada, …

nagaliza.blogs.sapo.pt

Através das fotos percebo que as férias, pelos olhos dos outros, foram muito melhores do que pelos meus. Não me queixo, claro.


Unsual Hotels Of The World

Assim de repente, em Julho, Bob Dylan dia 11, Leonard Cohen dia 19 e a 20 uma semana de férias. Vou precisar, de certeza.

O problema de viajar são as escolhas que se tem de fazer. Viena. Berlim. Dublin. Suiça, no Euro. Pas de la casa, para neve. Não é fácil encaixar outro hemisfério.

Quando era miúdo, regressado de férias, passava por todos os cantos da casa a tentar perceber se algo estava diferente. Invariavelmente, tudo na mesma. Assim foi no domingo, já não pela casa, mas pelo mundo, tentando perceber o que teria mudado, o que teria acontecido, nos dez dias de isolamento. Tudo na mesma. Em dez dias saíram duas novas edições da TimeOut. Pouco mais.
Hoje é quarta e quase saí de casa com a revista debaixo do braço, tão imediata que foi a passagem pela papelaria. Esplanada, pequeno almoço, tudo justificado, e muito bem, com o trânsito caótico na ponte. Vantagens de quem mora na margem sul.

envelhecer não é um crime
mas a vergonha
de viver deliberadamente
uma vida
vazia
no meio de tantas
vidas deliberadamente
vazias
é.
(ler todo, aqui)

Eu e mais uns poucos sobreviventes da passagem de ano passámos a noite em frente a lareira a ver o Ocean’s Twelve.

The greatest thief of all time was, without question, Gasper Le Marc, who either died in Portugal in 1988 or in Hong Kong in 1996 or is still alive.

Le Marc, o maior ladrão de todos os tempos, está, afinal, de férias em Portugal. Só podia.

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