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Tags: Fotos, Moçambique

também a 25/Nov/2006
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também a 25/Nov/2006
Tags: Moçambique
Foi o que me levaram, em forma de Ensaio. Tudo o resto já lhes pertencia. Aqui é diferente. Em moçambique nunca fui roubado. Fui eu que dei tudo o que tinha. Há vantagens. Ninguém quer levar um livro.
Tags: Moçambique, Sesimbra, vinho
Nas últimas semanas vi-me forçado, face à gula que carregava, a visitar dois dos restaurante que trazia na carteira há alguns meses como “preciso de ir lá ver como é que é”. O Ramiro, muito bom, faz competição directa ao Rodinhas em Sesimbra. Hei-de lá voltar quando não estiver em Sesimbra ou quando me apetecer uns camarões que, pelo aspecto, são cozinhados como em Moçambique. Duas garrafas de vinho não chegaram para estragar o marisco que comemos, o que é de louvar. O Sete Mares, que estava referenciado como tendo o melhor leitão de Lisboa, confirmou tudo e ainda mais alguma coisa. O leitão é mesmo o melhor de Lisboa, mesmo sendo o único que conheço, é óptimo, e o queijo da serra uma maravilha. Não tinha leite creme, uma chatice. Fica a nota que só lá hei-de voltar para comer leitão. Domingo, para memória futura, para a de domingo, não me posso esquecer, serão enguias ali para os lados do Montijo. Hoje é sushi. Eu tenho uma boa relação com o shushi. Eu não digo mal dele e ele não se me apresenta como alternativa gastronómica com demasiada frequência. Toleramo-nos. Não é que não goste de sushi, gosto, mas gosto mais quando há alternativas. Por exemplo, sushi com pataniscas de bacalhau. Porque não? Sempre que como pataniscas de bacalhau, por muito maladrinho que esteja o arroz de feijão, sinto sempre a falta algo. Talvez seja esse o segredo. Pernil assado no forno com sashimi? Favas guisadas com entrecosto e tempura? (…) Já que esta é a minha primeira a última crítica gastronómica, não posso terminar sem uma palavra de apreço para esse grande vulto da gastronomia portuguesa que é a lampreia. Nunca comi, fica mais esta nota, e 2008 está-lhe reservado. Até lá, hoje é sushi. Adoro. Isso e croquetes.
Tags: Moçambique
Digam o que disserem, o salgado é português. Croquete inventado na Holanda? Não tarda espalham o boato que a chamuça vem da índia quando toda a gente sabe, contaram-me que sim, que a sua origem é dali, algures, do Martim Moniz. Todo o salgado, mas em particular alguns em especial (que são vários, os salgados, assim no plural como no singular), são portugueses e o português que é português gosta deles. O típico português de camisa aberta e pelos no peito, eu, gosta do seu salgado.
Quem é que chega ao balcão e pede uma mini sem um pastel de bacalhau? Eu não! Faço mais e diferente: primeiro pergunto se tem pastel de bacalhau e só depois avanço para a mini a acompanhar. O salgado faz parte dos costumes e, tal como o Eusébio, o fado ou o tremoço, deveria ser um símbolo nacional. O problema? Portugal anda a tratar mal os seus salgados (agora plural) e isto merece um veemente protesto.
Quem é que, hoje em dia, chega a um café e pede um pastel de bacalhau na ilusão de encontrar bacalhau? Ninguém! O pastel de bacalhau, neste momento, é o melhor substituto do palito tantas são as espinhas que lá se encontram. O rissol de camarão, por exemplo, (e não é preciso ir mais longe) foi preciso chegar a Moçambique para perceber que há rissóis que, inclusivamente, têm camarão lá dentro. Parecendo que não, faz diferença. Eu fico nervoso só de pensar que a chamuça, hoje em dia, nem sequer é picante. Não vos enerva? Andam aí uns meninos que não gostam de picante, deve doer na boca, e quem sofre são os outros.
Portugal trata mal os seus salgados. Como se alguém acreditasse que o turismo de pastelaria consegue sobreviver com uns travesseiros da piriquita e uns pasteis de belém. Não! Não consegue!
O turismo de pastelaria sem salgados de qualidade não vai longe, não vai a lado nenhum. Turista que chega a uma pastelaria arrisca-se, na melhor das hipóteses, a pedir um folhado de salsicha manhoso. Depois alguém lhe diz: “ah, mas por cá, também há disto, mas em bom. Esta salsicha está um bocado ressequida, pois, mas…”, mas ninguém sabe onde, ninguém sabe quem é que anda a tratar bem os nossos salgados. Eu não sei!, e já ando cansado e gordo demais de tanto procurar.
*(com a inestimável ajuda de dois grandes companheiros e apreciadores do salgado genuíno, este e este)
Tags: Fotos, Moçambique, mudar, Pomene
O próximo post será sobre isto. A alternativa é nada.

Aquele fim de semana mudou a tua vida?
Não.
Não sei porque o digo. Arrependo-me antes de pensar, não penso antes de dizer e digo-o sem tempo de o evitar. Sei que mudou. Mudou-nos a todos.
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Passou o fim de semana e sobrevivemos a mais uma dura prova polaca. Não é fácil, mas depois de um casamento, depois de um fim de semana em Moçambique, vamo-nos habituando ao dia seguinte, sempre dois dias depois.
Final de tarde, esplanada, duas mistas, para começar, caracóis, conversa e amigos que vão chegando. Exagero. Somos três. Ainda assim, vão aparecendo. A caminho de casa, já noite feita, e faltou pouco para sermos mais.
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Ontem ofereceram-me chamuças moçambicanas, picantes, claro, ofereceram-me um postal a anunciar uma exposição de arte contemporânea de Lisboa, Luanda e Maputo e, hoje, a Ana Mesquita também insiste na mesma tecla e conta uma história de Moçambique, onde nasceu. Não estivesse o fato de banho guardado na gaveta e poderia pensar que ainda não cheguei.