O desespero de uma mãe que luta, quase sozinha, por encontrar o seu filho desaparecido é “A troca”, um grande filme nada de especial. Gosto mais de ver a Angelina Jolie no papel de Lara Croft apesar de nunca ter visto nenhum filme da Lara Croft. 7.5/10
(Infelizmente, não sei escrever mais, nem melhor, sem contar o fim do filme. Ficamos assim neste e, provavelmente, em todos os outros filmes sobre os quais escreva o que quer que seja.)
“O Dia em que a Terra Parou” é um filme digno de 10/10 se visto num dia em que cérebro parou – naquele domingo depois daquele sábado. Fora dessa realidade, “O Dia em que a Terra Parou” volta-nos a trazer Keanu Reeves no papel de Buda-Salvador-da-Pátria. Assenta-lhe bem, mas, depois de Neo, este Klaatu só tem a perder. 6/10
Um filme cru. Não me fez melhor pessoa, acho que não passa por aí. Acima de tudo, é um filme sobre pessoas que querem ser melhores. Todos temos uma ideia clara daquilo que não queremos ser, do monstro em que não nos queremos tornar. O filme é sobre esse monstro. O monstro que vive e o monstro que sobrevive. O monstro que vive e que não somos nós. É sempre outro. O monstro que sobrevive e que, esse sim, nos hiberna durante vidas inteiras. Um filme sobre nós. Eles. Um filme sobre eles e sobre os monstros presentes e passados. Uma história onde ninguém se revê, mesmo que o espelho nunca saia da frente. Afinal, há monstros que ninguém quer acordar.
“I’m Not There” respects the essential question Mr. Dylan’s passionate followers have always found themselves asking — What does it mean? — without forgetting that the counter-question Mr. Dylan has posed is more challenging and, for a movie, more important: How does it feel? The New York Times
Depois dos 30, dizem-me, já não se pode ler On the Road, de Jack Kerouak. Não percebo, mas talvez um dia, mais velho, tenha a oportunidade de compreender porque é que não deveria ter terminado de ler aquele livro. A vida tem dessas oportunidades. Ter de passar a ponte, por exemplo, para chegar a casa, dá-nos algumas. Ontem, a mim, deu-me a oportunidade de decidir não atravessá-la, não ir para casa, e ir ver um dos filmes que estivesse a começar no Monumental. Assim fiz e estou certo que a oportunidade estaria lá caso tivesse chegado dez minutos mais cedo. No entanto, decidido que estava a não ir para casa, na procura de alternativas, corri as várias livrarias da zona. Nem todos os livros nos estão proibidos, mas, tristeza, nenhuma tinha A Estrada e Património, lançado na segunda-feira, ainda não lhes tinha chegado. Acabei por comprar Jack Kerouak, outro, que aquele não posso, e, tendo decidido comprar outro, igual, dizem que este era o último, mas, lamento-me, já tem uma hora de leitura. Assim, forçado a pedir, uma hora depois, se me embrulhava, que era para oferta, terminei a noite a ver There Will Be Blood, já sem carros na ponte.
Filmes, não precisa de ser no cinema, onde quer que seja, há sempre espaço para um, mas não pode ser qualquer um. A história de amor tem de lá estar e, de preferência, bem central, para não acabarmos sentados em casa, cerveja na mão, nós e os gatos, quem tiver, a ver e ouvir o Rocky a gritar “Adriaaaaaaaaaaaaaaannnn…” como se fosse a única mulher do mundo. É sempre a única, esse é um dos problemas. É uma bonita história de amor que quase nos leva ao tapete. E esse é outro dos problemas. No dia dos namorados, ninguém quer ir ao tapete. Uma história simples, como esta. Ajuda sempre. O problema das histórias simples, ou desta em particular, é fazer-nos acreditar que é possível. Viajar de Alfa Pendular nunca mais será o mesmo.
Há um filme excelente para alimentar a frus–tra–ção. Na verdade, este também nos faz acreditar que é possível, mas só daqui a uns anos, quando já é tarde demais. Aliás, já é tarde demais. Não vale a pena. A minha sugestão para filme do dia dos namorados é “The Girl Next Door“. Uma história tão improvável quanto possível. É rebuscada, muito impossível de nos acontecer (a história), mas é linda (já não me estou a referir à história) e uma mulher linda nunca é impossível, faz-nos rir e no fim pensamos: foi giro. Só isso! Foi giro! O filme ideal.
Porto-Lisboa em conforto.
A mim, que sempre encontrei o maior conforto no calor desumano das princesas deste mundo, enganaram-me. Nenhuma à vista. Não do meu lugar. Além disso, vi o Before Sunrise, um filme que, se não é, devia ser baseado em factos verídicos. Mais do que filmes que se tornam realidade é necessário uma realidade que se torne em filme. Antes do amanhecer, de preferência.
(Fui de viagem com duas maravilhosas companhias. Por isso, o que escrevi anteriormente pode não ser totalmente verdade.)
Cresci com poucos albuns do Elvis, alguns filmes e muitos documentários. Entretanto arranjei mais albuns, nunca mais vi nenhum filme (houve uma altura em que passaram alguns, os que vi, na rtp. Quando ainda só havia rtp) e cansei-me dos documentários. O album que interessa é o Concerto em Madison Square Garden que vale por tudo e é um dos melhores concertos que não vi. É desse concerto a interpretação que faz de Impossible Dream. O espectáculo é o ’68 Comeback Special e dele retenho o If I Can Dream. Troquei os sonhos, Marta. Ficam os dois.
If I Can Dream
There must be lights burning brighter somewhere
Got to be birds flying higher in a sky more blue
If I can dream of a better land
Where all my brothers walk hand in hand
Tell me why, oh why, oh why cant my dream come true
There must be peace and understanding sometime
Strong winds of promise that will blow away
All the doubt and fear
If I can dream of a warmer sun
Where hope keeps shining on everyone
Tell me why, oh why, oh why wont that sun appear
We’re lost in a cloud
With too much rain
Were trapped in a world
Thats troubled with pain
But as long as a man
Has the strength to dream
He can redeem his soul and fly
Deep in my heart theres a trembling question
Still I am sure that the answer gonna come somehow
Out there in the dark, theres a beckoning candle
And while I can think, while I can talk
While I can stand, while I can walk
While I can dream, please let my dream
Come true, right now
Let it come true right now
Oh yeah
The Impossible Dream To dream the impossible dream
the unbeatable foe
To bear with unbearable sorrow
To run where the brave dare not go
To right the unrightable wrong
To love pure and chaste from afar
To try when your arms are too weary
To reach the unreachable star
This is my quest
To follow that star
No matter how hopeless
No matter how far
To fight for the right
Without question or pause
To be willing to march into Hell
For a heavenly cause
And I know if I’ll only be true
To this glorious quest
That my heart will lie peaceful and calm
When I’m laid to my rest
And the world will be better for this
That one man, scorned and covered with scars
Still strove with his last ounce of courage
To reach the unreachable star
A minha vida, a parte dela que interessa para o post, se desse um filme seria um filme errado. Não há filmes certos ou errados, pensei, mas tal pensamento é mentira. Há. Não mentes. Nem eu. Mas o filme é mentira. O meu filme poderia ter um bom realizador, ser bom, muito muito bom se o sonhasse, ou muito mau, mas, o que quer que fosse, nesta dimensão, nunca deixaria de ser um filme errado.
Viste o Rambo?
Há outra situação. Lês-me antes de todos, eu sei, mas, na certeza de que nem tudo consegues ler, porque nada mais me aguenta aqui, … viste o Rambo?
Eu explico. Foi azar. Gosto de pensar que foi azar. Depois de um dia , uma vida, o que seja, fora de portas, regressou. A verdade, só dele, porque nunca ninguém o conseguiu ler, que nunca conseguiu lá chegar, nunca conseguiu entrar. Não em ti, não é disso. Na tua vida. Ah, sim, na tua vida. Há outra. Ah, sim!
Eu explico… um dia! Neste momento há um problema. Ponto.