Filmes, não precisa de ser no cinema, onde quer que seja, há sempre espaço para um, mas não pode ser qualquer um. A história de amor tem de lá estar e, de preferência, bem central, para não acabarmos sentados em casa, cerveja na mão, nós e os gatos, quem tiver, a ver e ouvir o Rocky a gritar “Adriaaaaaaaaaaaaaaannnn…” como se fosse a única mulher do mundo. É sempre a única, esse é um dos problemas. É uma bonita história de amor que quase nos leva ao tapete. E esse é outro dos problemas. No dia dos namorados, ninguém quer ir ao tapete. Uma história simples, como esta. Ajuda sempre. O problema das histórias simples, ou desta em particular, é fazer-nos acreditar que é possível. Viajar de Alfa Pendular nunca mais será o mesmo.
Há um filme excelente para alimentar a frus–tra–ção. Na verdade, este também nos faz acreditar que é possível, mas só daqui a uns anos, quando já é tarde demais. Aliás, já é tarde demais. Não vale a pena. A minha sugestão para filme do dia dos namorados é “The Girl Next Door“. Uma história tão improvável quanto possível. É rebuscada, muito impossível de nos acontecer (a história), mas é linda (já não me estou a referir à história) e uma mulher linda nunca é impossível, faz-nos rir e no fim pensamos: foi giro. Só isso! Foi giro! O filme ideal.
