Chega a uma altura em que temos de fazer pela vida porque, por muito que aqui possa parecer, nós não ficámos mais bonitos. Moçambique engana…
No jogo de ténis, ontem, num encontro há muito esperado, cilindrei o Luis, no primeiro set por uns incontestáveis 6-3. No segundo set, libertado que estava the giant within, ele chegou aos 5-0, um resultado muito contestado por quase todos os que assistiam ao jogo (àquela hora já só éramos nós os dois). Naquele momento em que as bancadas aplaudiam a vitória antecipada do Luis, quando já ninguém acreditava que eu pudesse ganhar, parei, concentrei-me, avancei destemido e… perdi. Só posso dizer que, se o grande filme dos últimos anos, Rocky Balboa, já cá estivesse a história teria sido outra. Provavelmente, em vez de ténis tínhamos ido ao cinema. Impõe-se dizer que, embora o Luis quisesse continuar, decidi não jogar outro set para poder acabar o post aqui.
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Filmes, não precisa de ser no cinema, onde quer que seja, há sempre espaço para um, mas não pode ser qualquer um. A história de amor tem de lá estar e, de preferência, bem central, para não acabarmos sentados em casa, cerveja na mão, nós e os gatos, quem tiver, a ver e ouvir o Rocky a gritar “Adriaaaaaaaaaaaaaaannnn…” como se fosse a única mulher do mundo. É sempre a única, esse é um dos problemas. É uma bonita história de amor que quase nos leva ao tapete. E esse é outro dos problemas. No dia dos namorados, ninguém quer ir ao tapete. Uma história simples, como esta. Ajuda sempre. O problema das histórias simples, ou desta em particular, é fazer-nos acreditar que é possível. Viajar de Alfa Pendular nunca mais será o mesmo.
Há um filme excelente para alimentar a frus–tra–ção. Na verdade, este também nos faz acreditar que é possível, mas só daqui a uns anos, quando já é tarde demais. Aliás, já é tarde demais. Não vale a pena. A minha sugestão para filme do dia dos namorados é “The Girl Next Door“. Uma história tão improvável quanto possível. É rebuscada, muito impossível de nos acontecer (a história), mas é linda (já não me estou a referir à história) e uma mulher linda nunca é impossível, faz-nos rir e no fim pensamos: foi giro. Só isso! Foi giro! O filme ideal.

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Segunda-feira, dia de ir ao cinema. Em Maputo também à segunda o bilhete de cinema é mais barato. Os 100 meticais passam a 90, três euros. Um bilhete de cinema no Gil Vicente, o outro cinema, ronda os 40 contos, pouco mais de um euro, e um bilhete de teatro uns 80 meticais.
The Boss: I knew you had sense.
Slevin: Sense is something you have when you have a choice.
The Boss: Sometimes, and sometimes it’s when you know you don’t.
Lucky Number Slevin
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As minhas incursões por cinema alternativo sempre se resumiram a alguns, poucos, filmes no king. A primeira vez que vi um filme do género, não no king, foi o Navio de Fellini. Deve ter sido, mais ou menos, na mesma altura em que saiu o Bambi. Se a minha geração ficou traumatizada com a morte do pai do bambi eu afundei-me com o Navio. Estava na primária e nunca mais fui o mesmo. Com 25 anos comecei a recuperar, vi o bambi, mas já era tarde. Tentei chorar e não consegui. Chatice. Tive de me agarrar ao Rei Leão. Resulta sempre.
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Eu: Quero ser cremado
(dito, talvez, a pensar alto e, ainda, no filme que vi ontem no cinema. As palavras sairam sem que tivesse tido muito tempo para pensar nelas. Quero, mas não era o tema de conversa que queria. Saiu-me… E agora?)
Mãe: Eu também.
(huh?! A sério? E agora?…)
Eu: Olha, toma-te!
(ainda penso no “e agora”…)
Mãe: E é muito importante para mim. Tu tens de dizer a mais alguém.
(hmmmmmm…)
Eu: Vou pôr no blogue.
Mãe: Ó Tiago, isso é lá coisa para meter no blogue? Não digas disparates
(pois… talvez não seja, mas…)
Tiago: Belo dia que está hoje!…
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Estou a precisar de ver uns filmes de guerra, com tiros e acção, para homens de barba rija.
Na falta de tempo para ir ao cinema agarro-me ao meu melhor amigo da mesa de cabeceira.
E, naturalmente, a operação foi um sucesso, mas não para a Noémi que morreu. Como não havia lugar para pôr o corpo avisaram logo os pais para que eles a levassem imediatamente para casa. Estava já embrulhada num lençol porque é penoso constatar o resultado do trabalho que uma fractura do crânio requer. Mas entregaram-lhes os cabelos. Foi necessário cortá-los porque eram muito compridos.
A Estrada Deserta
Boris vian
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Deixei passar o 9 canções. Não se faz. Não era suposto ter acontecido. Agora quero ir ver o documentário do Lucas sobre os imperadores, mas não me parece que vá conseguir mover multidões atrás de mim. Não tem mal. Camisola de gola alta e vou sozinho. As canções é que não são para ouvir sem companhia.
http://dn.sapo.pt/2005/11/03/artes/herois.html
http://cinecartaz.publico.clix.pt/filme.asp?id=137981
http://www.cinema2000.pt/ficha.php3?id=5124&area=cronicas
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Soraia Chaves
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Soraia Chaves
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