A Good Year é um filme apaixonantemente banal. A determinada altura alguém cita Proust com um lacónico “leave pretty women for man without imagination”. O meu problema sempre foi o contrário: demasiada imaginação perto de mulheres bonitas.
A Good Year
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Há dois tipos de pessoas de que gosto. Primeiro tipo: Russell Crowe. Segundo tipo: Russel Crowe na versão feminina. Claro que não sei bem o que isto quer dizer; muito menos tenho noção das suas eventuais consequências.
Zodiac é baseado em factos verídicos, mas é Harsh times que é real demais para não o ser.
Little Miss Sunshine
Tags: cinema
Little Miss Sunshine: alguém tem de desculpar. Só hoje vi.
Eastern Promises
Tags: cinema
Eastern Promises: tem a Naomi Watts como enfermeira. Só isto dói o suficiente.
Paranoid Park
Tags: cinema
Paranoid Park: estranha-se. É um filme que não dói, mas que deveria ter doído. Estranho.
Charlie Wilson’s War
Tags: cinema
Charlie Wilson’s War: ficará no Top 10 dos meus filmes de 2007. Só vi 9. É um filme que não dói a ninguém, que não faz ferida e que vi em 2008.
Bee Movie: não se aguenta contra os grandes da animação. O rato, por exemplo, ganha-lhe aos pontos.
Sei que um filme só pode ser muito mau quando penso que até eu conseguiria fazer melhor. Há outra certeza que me consola: nunca conseguirei fazer melhor que a Soraia chaves.
Vou passar a ir mais ao cinema e provavelmente vou também passar a escrever mais sobre cinema. Corrijo. Vou passar a ir mais ao cinema e provavelmente vou passar a escrever mais. Não quero escrever sobre cinema. Quero escrever sobre sensações e experiências, isso sim. A esse propósito, National Treasure: Book of Secrets não foi uma experiência muito boa. Este não é o filme ideal para quando não se tem nada para fazer, é o filme ideal para quando não se consegue fazer nada. Em dias em que o pequeno almoço é servido às três da tarde, mexer a cabeça é doloroso e pensar é uma ilusão, aqui está um filme que pode ser a alternativa ao TOP+ ou a uma qualquer outro filme da TVI. Numa palavra: ressaca. Podem dar-lhe outro nome, mas ambos sabemos que há alturas em que estamos em stand-by, não apetece pensar, não conseguimos, e precisamos de nos rodear de facilidades. Comida pré cozinhada no congelador. Coca-cola. Sofá. National Treasure: Book of Secrets
Tem a Diane Kruger, é verdade, mas nem assim, e assim é muito, vale mais.

A minha mais recente ida ao cinema, ontem, acumula-se nisto: não via um filme do David Cronenberg desde Crash (1996) nem da Naomi Watts desde Mulholland Drive (2001).

