Chelsea Hotel
Tags: Leonard Cohen
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O que há mais são despedidas. Quem está cá, dos que conheço, não veio para ficar mais do que um tempo de vida. Ninguém quer morrer aqui.
só não sei se a que somos ou a que temos
Tags: Moçambique
Antes de vir para Moçambique, depois de ter informado o médico de que não ia fazer profilaxia para a Malária (na verdade, não foi bem informar. foi género de “deixa lá ver como é que ele reage”.) fiquei avisado de que se tivesse sintomas de malária deveria ir fazer o mais rapidamente possível o teste. Se o teste for negativo, não tem malária, se for positivo, pode não ter. Do mal o menos.
Hoje fui fazer o teste. O único sintoma que ainda tenho são os os quatro amigos que passaram o fim de semana comigo e que estão doentes, mas, ainda assim, resolvi precaver-me. Negativo. Consigo perceber que os mosquitos tenham considerado o meu sangue impróprio para consumo. Sem ofensa.
Resta desejar melhoras rápidas aos doentes. Estamos juntos.
Tags: Daniil Harms
On one occasion a man went off to work and on the way he met another man who, having bought a loaf of Polish bread, was wending his way home. And that’s just about all there is to it.
Daniil Kharms
dias felizes quando acordamos ao som de Daniil Kharms. Foi de Maputo que me chegaram as primeiras notas, em 2000, provavelmente das Crónicas da Razão Louca. Depois disso, pouco mais.
Em relação ao nome ainda guardo um texto de Vladimir Glotser, traduzido por Nicholas Sushkin.
Daniil Ivanovich Yuvachev (1905 — 1942) invented a poetic name “Charms” for himself when he was still being studying in high school. He varied this name very inventively, even within a single original: Kharms, Khorms, Charms, Haarms, Shardan, Harms-Dandan, etc. The thing was that Charms believed that a fixed name brings bad luck. He was taking a new last name each time as if trying to avoid it. “Yesterday my father told me, that while I was Charms, I would be followed by needs. Daniil Charms. December 23, 1936” (a diary record)
Boa altura para ir crescer para o quarto.
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O período de incubação da Malária é de cerca de 15 dias. Pode ser menos, pode ser mais, mas, para o efeito, 15 dias podem servir de referência. Se for para apanhar Malária que seja até domingo. Pode ser menos, pode ser mais, desde que não a tenha de curar em Portugal.
Há uns dias descobri que era preciso bem mais do que um cavalo e uma praia para que me pudesse armar cavaleiro. Ensinou-me, a montada, que antes de mais precisaria de me aguentar em cima dela. Naquele momento pouca diferença fez. Mais cavalo, menos cavalo, mais praia, menos praia, falta tudo quando até a Dulcineia fica em casa. O melhor é regressar. A pé.
Hoje, finalmente, rendi-me à evidência e entreguei-me aos livros, ao livro, a um, ao do mais bravo dos cavaleiros, mas começo a duvidar que seja essa a solução. Os livros, os livros…
Vossa senhoria, por favor, mande-os queimar também – gritou a sobrinha – porque, quando o meu tio estiver curado do mal de cavalaria, pode ler estes livros e sair por aí, feito pastor, errando pelos bosques e pelos campos, a cantar e a tocar flauta, ou pior ainda, tornar-se poeta, que é doença incurável e contagiosa, segundo dizem.
Dom Quixote
Miguel Cervantes
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The Pulitzer Prize Photographs
[através do Ponto Media]
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Tags: asides
Hello Tiago!
Eu não posso falar Portogese, assim que o computador
está traduzindo.
Eu sou um professor de Áustria e eu estou coletando
retrato-postcards de todos os capitais de todos os
países do mundo. Pelo eu tenho começado agora
cartões de 165 capitais. Ainda eu não tenho nenhum
cartão de Maputo. Eu quero emitir-lhe o EUA-Dólar
6.00 se você me emitir um cartão de Maputo. Se isto
for aprovado, dar-me seu endereço postal e eu
emitirei as notas de banco adiantado.
Muitos cumprimentos de Áustria, Gerhard