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Está aí o Outono e toda a gente sabe que não há como o Outono para mudar de casa. Ou de vida.

serviço público

2:06:45

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em contensão

em contenção

(as minhas notas desportivas aqui)

Em Janeiro darei início ao treino para a maratona que pretendo correr no final de 2009. Irei correr a minha segunda meia maratona a 16 de Março, na Ponte 25 de Abril, e a terceira a 6 de Abril, em Berlim. Serão dois anos de treino, não serão dois anos a correr.

Quero criar um blogue, mas tropecei no nome e ainda não encontrei um que me agrade. A ideia inicial foi doszeroaosmil.blogspot.com, mas, contas feitas, percebi que provavelmente irei correr mais de 1500km. doszeroaosmilequinhentos.blogspot.com tem caracteres, e talvez quilómetros, a mais. cross-training.blogspot.com seria uma boa hipótese, se não tivesse já registado. Ao longo dos dois anos irei correr, nadar, jogar ténis e futebol, e, uma, duas ou três vezes por mês, almoçar e/ou jantar até ao limite da indisposição. É o chamado treino cruzado, um sistema de trabalho que combina diferentes formas de exercício para os diferentes grupos musculares normalmente não utilizados, no meu caso, na corrida. treino-cruzado.blogspot.com está fora de questão. Ainda ponderei o treino-crusado.blogspot.com, mas ninguém iria acreditar que teria sido de propósito, e treino-cursado.blogspot.com abandonei por ser mentira. Neste momento, antes que o nome se torne mais importante que o blogue e antes que o blogue se torne mais importante que o treino, a hipótese mais provável é qualquer coisa como omeutreinodedoisanosparaaminhaprimeiramaratona.blogspot.com ou outra coisa qualquer.

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Um finlandês dizia na TSF que veio para Portugal por causa do tempo, do windsurf e “por outras coisas que não posso dizer aqui em directo”.

(isto do blogue) Por vezes é como um jogo do gato e do rato. O rato sou eu, mas não é o gato que bate à porta.

Comida
Muito boa, mesmo sem bacalhau com todos. Há salsichas com todos. Sentamo-nos todos à mesa e pedimos salsichas para todos.

Imperiais
Não há tremoços. É verdade, não há, mas, calma!, esse nem é o maior desafio. Sobreviver a umas quantas imperiais sem tremoços pode ser difícil, mas não tanto quanto sobreviver a umas quantas imperiais que têm um litro de cerveja lá dentro. No ano passado, contaram, uma pessoa morreu depois de ter bebido 17 imperiais na Oktoberfest. Eu passei a pedir minis: são de meio litro.

Mulheres
As melhores mulheres alemãs são portuguesas. Problema: são poucas e a maior parte delas estão ocupadas.

A praia
É difícil ir passear na praia. Não há praia. Não é a mesma coisa, mas pode-se passear na floresta. Vai-se calçado, são 180 minutos em vez de 30 e mergulhar só se for para dentro de um copo de cerveja. Ah, mas pode-se levar bikini.

Amigos
Os amigos na Alemanha são iguais aos outros: comer, beber e conversar. Os amigos dos amigos dos amigos, esses sim, são diferentes. Vivem no Alaska, têm M16 em casa e ao fim de semana disparam a torto e a direito. Não são alemães.

Casas de banho no biergarten
Tal como as mulheres, são poucas e a maior parte delas estão ocupadas.

(as minhas notas desportivas aqui)

Estar na Maratona de Nova Iorque, Londres, Paris e Roma e não correr nenhuma.

Companheiro de todas as horas, desde que regressei a Maputo, tem levado esta vida muito a sério. Vivemos juntos, só com uma chave, já ligámos para o Dubai, já tivemos dates, uns blind outros não e quase destruímos as nossas hipóteses de voltar a cantar no Gil Vicente. Os pormenores de tudo, como sempre, ficam para quem lá esteve. Aqui fica o elogio do companheiro de todas as horas; e as minhas, nesta terra, são cada vez menos.

Macaneta Maputo Mozambique Moçambique
– Conheces Bob Dylan?
– Sim, já ouvi falar.
– E sabes tocar alguma coisa dele
– Isso não…

Num mundo perfeito, obviamente, a conversa teria sido outra. Não foi por isso que foi menos divertido. Nas suas palavras, o Jaguar anda a plantar sementes com notas musicais na ma-schamba. Um dia há-de colher os frutos. Hoje, enquanto esperávamos pelo arranjo do batelão que nos levaria à Macaneta, tocou-nos uma música espanhola, várias moçambicanas, uma “portuguesa”, do Roberto Carlos, e um blues, a pedido: rock reggae blues. Há-de dar filme.

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