Compramos o último do Roth e pela blogosfera apercebemos-nos que temos que na mesa de cabeceira uma obra-prima. Terminamos de ler a Brevíssima História do Tempo e surge-nos o Big Bang em casa. Deve ser esta a natureza das coisas.
Sobre dois assuntos que não domino, aliás, sobre os quais não percebo nada, literatura e física, tenho pouco a dizer. Só isto. O Nobel da física do ano passado e, mais concretamente, o último post do De Rerum Natura (neste mundo de ignorância, parece que mais importante que aquele que descobre a luz é o que acende a lâmpada) confundiram-me. As flutuações em grande escala são as tais que podem ser indicador da geometria em grande escala do universo e que parecem apontar para um universo plano? (pode não ter nada a ver, mas) O universo deverá continuar a expandir-se a uma velocidade cada vez maior? Estou perdido. bom bom era que isto fosse como Stephan Hawking escreveu e que o tempo irá prosseguir “para sempre, pelo menos para aqueles que forem suficientemente prudentes para não caírem dentro de um buraco negro”. Se o tempo fosse nosso, talvez muitas das dúvidas se dissipassem.
ah, e comecei ontem a ler Todo-o-Mundo, mas a genialidade terá de ficar para os outros. It takes one to know one, if you know what I mean.
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O que escrevi ontem, já em Abril tinha colocado no blogue. Aos poucos vou-me tornando no velho do jardim que repete as mesmas histórias às mesmas pessoas. Este é o meu jardim e, na falta de outras certezas, não é velho quem quer. Que os 31 anos não enganem ninguém.
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Comida
Muito boa, mesmo sem bacalhau com todos. Há salsichas com todos. Sentamo-nos todos à mesa e pedimos salsichas para todos.
Imperiais
Não há tremoços. É verdade, não há, mas, calma!, esse nem é o maior desafio. Sobreviver a umas quantas imperiais sem tremoços pode ser difícil, mas não tanto quanto sobreviver a umas quantas imperiais que têm um litro de cerveja lá dentro. No ano passado, contaram, uma pessoa morreu depois de ter bebido 17 imperiais na Oktoberfest. Eu passei a pedir minis: são de meio litro.
Mulheres
As melhores mulheres alemãs são portuguesas. Problema: são poucas e a maior parte delas estão ocupadas.
A praia
É difícil ir passear na praia. Não há praia. Não é a mesma coisa, mas pode-se passear na floresta. Vai-se calçado, são 180 minutos em vez de 30 e mergulhar só se for para dentro de um copo de cerveja. Ah, mas pode-se levar bikini.
Amigos
Os amigos na Alemanha são iguais aos outros: comer, beber e conversar. Os amigos dos amigos dos amigos, esses sim, são diferentes. Vivem no Alaska, têm M16 em casa e ao fim de semana disparam a torto e a direito. Não são alemães.
Casas de banho no biergarten
Tal como as mulheres, são poucas e a maior parte delas estão ocupadas.
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De tudo o que não li há muito que me faz sentir estúpido. Grande parte do que leio também me faz sentir estúpido, mas, ainda assim, sinto-me mais estúpido com o que não leio. Urgência em comprar o último de Philip Roth, que desconhecia já estar na rua, e dois ou três livros de Kapuscinski. A bem da estupidez.
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Faz-se tarde, é tempo de partir. Por cá, a festa também continua.
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Passou o fim de semana e sobrevivemos a mais uma dura prova polaca. Não é fácil, mas depois de um casamento, depois de um fim de semana em Moçambique, vamo-nos habituando ao dia seguinte, sempre dois dias depois.
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Um fim de semana polaco a cheirar a sardinha assada.
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(Este tema não ajuda a leitura. Para ver imagens, ligações e outras mariquices das quais ainda estou certo não me ter apercebido, torna-se necessário seguir o título ou o ‘ler tudo’. ah, mas há o feed. Nunca falha. O link do feed, pois, é só seguir o título ou o ‘ler tudo’)
Votos de uma vida menos breve. O titânio traz a esperança de que se cair parte o chão.
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