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No dia 21 de Abril, pelas 21.30 h, a Biblioteca Municipal de Sesimbra realiza um debate sobre “Blogues: expressão e liberdade, hoje”. Trata-se da primeira iniciativa de um ciclo designado “conversa à volta das palavras”.

Eu vou (tentar) assistir. O Sesimbra vai estar. Espero que não seja o único.

Obra sublime da natureza. Uma das sugestões do lifecooler é um passeio pela serra. Vale a pena. Sugiro Sebastião da Gama para acompanhar e, finalmente, um lanche para os lados de Sesimbra

Um evento desportivo tem sempre de ser precedido ou seguido de um evento gastronómico. Esta é uma regra indiscutível e incontestável. Um evento gastronómico, por seu lado, não requer, em nenhuma altura, um evento desportivo a acompanhar. Básico. A propósito disso…

Desportista A: Amanhã vamos à comporta para a actividade desportiva, certo? 15h?
[Actividade desportiva não implica, necessariamente, fazer desporto. Já alguém deve ter provado que assistir a actividades desportivas também ajuda a manter a forma física. No meu caso, faz milagres.]

Desportista B: Sim, combinamos almoço em Setúbal?
[Aí está, evento gastronómico. Nem é preciso dizer o que vamos almoçar]

Desportista A: Se calhar é preferível ser um lanche ajantarado. Se nos vamos encher de choco frito e imperiais é melhor ser depois.
[Correcção: afinal, é melhor clarificar tudo. Peixe grelhado e suminho não puxa carroças. Choco frito e imperiais sim. Regra numero um dos eventos gastronómicos: Se é para ser, seja à grande.]

Desportista B: É melhor. Fica assim combinado.

Desportista A: De qualquer forma vamos ter de almoçar. Podemos almoçar em Setúbal.
[Aha! Regra número dois: Se é para ser, que seja antes. Nunca sabemos como vai ser depois. Desportista prevenido…]

Desportista B: De facto… Fica então combinado almoço. Lanche e jantar logo vemos. Podemos passar em Sesimbra.
[Regra número três: Se é para ser, que seja diversificado. Se há alturas em que não vale a pena meter todos os ovos no mesmo cesto, neste caso, não vale a pena meter só ovos dentro do cesto.]

Desportista A: Certo
[moção aprovada por unanimidade e aclamação]

Tomilho, ainda navego por terras de sesimbra, mas Maputo vem já a seguir. A partir de 22. Até 8. Fevereiro e Março.

Sem direito a bocanço, aqui, mas … a gente tem-se um aos outros e mais nada…

mai nada

Festa para 20.

Este ano optámos por uma festa pequena. Sesimbra. Convivas de Londres, Dinamarca, Dubai, Zambujal de cima, Alfarim e arredores. Não falha!

Sempre em festa!

Chamo-me Tiago Nuno da Costa Pinhal
Nasci em Sesimbra
Tenho 29 Anos

Sesimbra tem um jardim. Sesimbra até pode ter mais do que um jardim, mas, repito, Sesimbra tem um jardim. Quando combinamos junto ao jardim não é preciso explicar qual. Não sei se Sesimbra tem mais do que um jardim, sei que Sesimbra tem um jardim. Encontramo-nos no jardim? Em frente à estátua? Não, na geladaria.

Antes de saber ler e escrever já sabia que o jardim, em Sesimbra, tinha uma estátua. Talvez não tivesse reparado se não me chamassem a atenção de todas as vezes que, de carro, por lá passávamos. Antes de saber ler e escrever não me lembro se já teria passeado pelo jardim. Já sabia o que era uma estátua, certamente que sim. Antes de saber ler e escrever sabia que em 1789 tinha havido uma revolução algures em França. Não sei se sabia o que era uma revolução, nem onde seria essa tal de França, mas já tinha ouvido falar de Danton (francês oblige). Antes de saber ler e escrever sabia o que Danton tinha dito e que estava escrito na estátua do jardim de Sesimbra.

Há umas semanas passei no jardim e fui certificar-me que as palavras, que trago comigo mesmo antes de saber ler e escrever, estão lá.
Estão.
A frase é a mesma que já conhecia antes de saber ler e escrever.

Já não há surpresas.

Depois do pão a eduação é a primeira necessidade dos povos, é como me recordo.
Après le pain, l’éducation est le premier besoin d’un peuple é como surge na Wikipedia.

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Acho que vale sempre a pena sair com o pessoal em sesimbra. Ou em Lisboa. Ou no Algarve. Ou em Portalegre. Ou em Monção. Ou em Vigo. Ou… por aí.

Já com os resultados online e apurados em quase todos os concelhos faço uma ronda muito rápida por alguns pontos de interesse:
– Estive na campanha com o Filipe e com o Nuno. Não fiz estragos de maior. Maioria absolutíssima. Parabéns!
– Maioria absoluta também em Almada.
– Em Sesimbra 102 votos deram a vitória.

Daqui a quatro anos há mais.

Ontem, hoje, quinta, foi o dia da espiga.

Há muito tempo que, para mim, deixou de existir este dia, mas hoje voltou. Hoje lembrei-me de quando se colocava a espiga na porta da cozinha. Hoje lembrei-me de quando ia apanhar a espiga com a escola ou de quando a apanhava em casa da minha avó. Hoje lembrei-me de quando fazia o ramo. São memórias. Hoje tentaram vender-me um ramo de espiga, mas não comprei. Naqueles cinco segundos em que passei junto á vendedora voltei aos campos de trigo em sesimbra e fiz o meu ramo com rosmaninho, malmequeres brancos e amarelos, papoilas e folhagem de oliveira. São memórias que não se compram.

Esta construção, esta e esta, já considerada ilegal, são exemplos do que se passa em Sesimbra actualmente.

Será mesmo este o caminho que queremos para o Concelho?

A primeira festa popular de que tenho memória é a ‘Festa da Luz’, organizada todos os anos em Sampaio, junto a Santana, antes de chegar a Sesimbra. Depois dessa, outras surgiram por entre as memórias que o tempo, com mais ou menos dificuldade, vai apagando: Estoril, Mondim de Basto, Lisboa, Porto, Lamego, Ponte de Lima, …

Neste momento, a XXIX Feira Nacional do Cavalo está a recuperar o fôlego dos primeiros dias e a preparar-se para atingir o auge no próximo fim de semana. Na Golegã comemos farturas, encontramos castanhas ao virar de cada esquina, bebemos água pé e abafado e, como não podia deixar de ser, cruzamo-nos amiúde com cavalos montados por amazonas e cavaleiros trajados a rigor.

Por lá passa quem monta cavalos próprios, quem monta os cavalos dos outros e quem nunca se atreverá a montar um pónei que seja. A esta festa todos vão.

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