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Começámos a falar das férias ao almoço, votámos, decidimos e já há quem esteja no terreno. Já vejo vietname por um canudo…

Bom dia …,

Aqui segue o plano de viagem que temos para orçamentar. Como lhe disse estamos também a planear a viagem por nossa conta através dos recursos tradicionais (lonely planet e Internet) mas caso tenham um preço competitivo com tudo incluído e tudo organizado estaremos obviamente interessados nessa opção.

Datas:

Hipótese 1: Ida a 14 de Abril e regresso a 29 de Abril
Hipótese 2: Ida a 20 de Abril e regresso a 5 de Maio

Só depende do preço.

Sítios a incluir:

Swakopmund – 2 a 3 dias – actividades radicais na areia e possível visita a skeleton coast
Etosha National Park – 3 dias
Orange river – Fica no sul e se calhar fica fora do caminho, mas se possível gostaríamos de conhecer esta região sul… não é um “must”, mas é um “nice”
Okavango Delta – 2 a 3 dias
Windhoek – Otjihavera Mountains – feeding cats… ouvimos dizer que existem uns parques privativos onde a proximidade com os animais é extraordinária nesta zona e inclui um tour a que chamam “cat feeding”… gostávamos também de fazer isto, dependendo do preço (Acho que anda À volta de 90 euros por dia por pessoa)
ZAMBIA – Bovu Island – gostávamos de dormir aqui uma noite
Zimbabwe e/ou Zâmbia – Victoria Falls – 1 ou 2 dias com algumas actividades como a canoagem.

Isto dá já uns 14 dias. Podemos cortar o orange river! Atenção que o BOVU Island na Zâmbia é a apenas 20 kms das victoria falls por isso ambas as coisas podem ser integradas.

Estamos abertos a novas sugestões.

Observações:

• Vamos apontar para um grupo de 8 pessoas, podendo ser no mínimo 6, mas podendo ser superior. O número final só teremos depois de fecharmos o itinerário e o preço. Pode contar com 2 jipes.
• Gostávamos de ir de carro, mas com flexibilidade. Um guia pode ser benvindo, mas não é necessário caso encareça muito a viagem. A opção que estamos a estudar inclui apenas aluguer de jipe sem guia.
• Os sítios de alojamento que estamos a procurar são de condições razoáveis, ou mínimas, dependendo do ponto de vista. No mínimo os quartos deverão ter casa de banho individual. Mas reforço que o orçamento é curto e portanto incompatível com grandes luxos.
Muito importante: Dado que se trata de umas férias on the road gostaríamos de ter 2 ou 3 dias no final num lodge mais relaxado e com piscina (de preferência) sem que tenhamos de pegar no carro. Não sei ainda se isto é compatível em termos de tempo, mas gostava que considerasse esta opção.

Obrigado desde já pela atenção e ficamos a aguardar o orçamento.

Fase 1 – Selecção dos destinos possíveis
1. Norte de MZ + Tanzânia + Zanzibar
2. Namíbia
3. Vietname + Laos + Cambodja
4. Samoa
5. Omã
6. Maldivas (de barco)
7. Yucatan
8. Singapura + Malásia

Fase 2 – Primeira votação

Paula Tiago Rui Fernando Carlos
1. Norte de MZ + Tanzânia + Zanzibar 2 2 3 7
2. Namíbia 5 5 2 4 16
3. Vietname + Laos + Cambodja 3 7 10
4. Samoa 3 4 7
5. Omã 0
6. Maldivas de barco 1 1
7. Yucatan – México 3 1 3 7
8. Singapura + Malásia 2 2

Fase 3 – Segunda votação

Paula Tiago Rui Fernando Carlos
1. Norte de MZ + Tanzânia + Zanzibar 5 5
2. Namíbia 7 3 5 5 20
3. Vietname + Laos + Cambodja 3 10 13
4. Samoa 7 5 12
5. Omã
6. Maldivas de barco
7. Yucatan – México 0
8. Singapura + Malásia

Fase 4 – A viagem
E tentar convencê-los de que Vietname é melhor que Namíbia

Um dos objectivos para 2007 do CR é passar 25 dias de férias fora do escritório. Eu, porque isto tem de ser dito, não me posso queixar. Depois de 90 dias de trabalho em Moçambique posso muito bem passar 25 dias de férias no escritório. O outro objectivo do CR é não gerir a vida por objectivos. É o melhor. Em Janeiro volto a trabalhar em Maputo e ele vai continuar de férias no escritório.

i) Numa festa na praia, em que 95% dos participantes são estrangeiros e é o seu último dia de férias em Portugal, o calor tende para o insuportável.

ii) O calor insuportável, numa festa na praia, tende para o cenário ideal.

iii) Se ele passa por nós vestindo o top do bikini dela 95% dos homens tendem a procurá-la.

Para o ano há mais.

i) As nossas experiências condicionam-nos.
ii) As nossas experiências, salvo raras excepções, são semelhantes.
iii) O que é bom, salvo as raras excepções, é bom para todos e de igual forma.

ou

i) O que é bom, salvo raras excepções, é bom para todos e de igual forma.
ii) As nossas experiências, salvo as raras excepções, são semelhantes.
iii) As nossas experiências condicionam-nos.

Tenho vindo a aperceber-me de que o que de melhor tenho na minha vida, as minhas melhores experiências, são também as melhores experiências de quem as viveu comigo. As melhores férias. A melhor saída à noite. O melhor sexo.

Para o mercado da saudade – expressão que o Fernando utiliza sempre que vamos comer à Feira, em Maputo -, não há melhor. Entra-se facilmente no conforto do revivalismo. E como é bom… e pernicioso. O mercado da saudade vende, mata a fome, mas não alimenta. A vida que há-de vir precisa de mais. Para isso, para essa vida, todo o revivalismo não deveria passar de um custo afundado. Nem sempre é…

Sesimbra
Aiana
1992
1993
férias verão
Algés
Miraflores
Extremis

Filipa?

Há 12 anos fui para a praia das bicas, ali perto do Meco, ver as Perseides. Lembro-me que não foram as estrelas que me levaram até lá e delas ficou pouco. Lembro-me dessa noite como a última em que estive com ela, o amor de verão a que todos têm direito.

Depois de uns dias de férias preciso sempre de mais um ou dois para descansar. Férias raramente são sinónimo de descanso. Em Moçambique acorda-se cedo e deita-se tarde. Juntei-lhe duas directas e, por causa disso, já em Portugal, tenho-me deitado cedo e acordado mais tarde. A precisar de mais férias, talvez.

A reacções à minha sms matinal foram várias. Houve quem não acreditasse. Houve quem pensasse que eu tivesse feito de propósito. Houve quem não ligasse patavina. Houve quem se preocupasse. Houve de tudo. Mas, será que sou o único a ter perdido um avião de forma a ficar mais uns dias de férias?

Maputo - AlmoçoAmanhã por esta hora já estarei de calções e t-shirt à conversa com uma 2M ou Laurentina, que nestas coisas não gosto discriminar, procurando desvendar alguns dos porquês da vida. Porque não mandar vir mais uma dose de camarões, por exemplo. (foto: Setembro 2005, Maputo, Miramar)

A partir de amanhã, e durante 15 dias, vou estar com amigos de cá, lá, Fred e Orlando, Ana Rita, Vigas, … Daqui vou com ele para uma semana de trabalho e diversão. Da Polónia juntar-se-ão três cabeçudos para mais diversão que trabalho. Quero ir ao África, na quinta-feira. Numa quinta-feira, que nesta não me parece que seja possível. Sábado e domingo é no Bilene. Domingo à noite temos derby. Nada mais está planeado.

Amanhã o blogue passa a ser escrito a partir de Maputo, com mais intermitência, mas com sabor a férias, apesar do trabalho. Os mais de 30ºC têm de servir para alguma coisa.

Numa semana o Tomasz, Maja e Hubert vão sair de Poznan, ao mesmo tempo que eu saio de Lisboa, para nos encontrarmos em Maputo e passarmos uns dias de férias em África. Na bagagem levam vodka e pierogi. Eu levo igual dose de sede e fome.

Andei indeciso entre Krzysztof Krawczyk, Szafa gra, Znon Jestes, Desla Republika, Czerwone Gitary, Ryszard Rynkowski, …, …, mas hoje é dia dos namorados. T Love para os cabeçudos. Não faço ideia do que eles estão a dizer, mas esta é a música que tem uma das poucas palavras que reconheço em polaco.

Não foi o primeiro, Tudo bem?, olha a volta e não vê mais pessoas, Já chegou mais alguém?, não, claro que não, começam a chegar, que tens feito?, O costume, faz sempre o costume, Trabalho, vou agora de férias, Olha o I, olham os dois para a porta, o I, que não se chama I, mas que I ficou, IIIII!, o I vem, Então, tudo bom?, não se lembram da última vez que se viram, Há quanto tempo, que tens feito?, o costume, sempre o costume nestes encontros, fala-se pouco de tudo e prefere-se falar muito de nada, hoje joga o porto contra o Benfica, Quinze a zero, grita-se lá do fundo, Quinje a jero, há sempre quem responda, responde sempre mais alto, já não se consegue conversar calmamente e grupos de quatro ou cinco juntam-se, Então, que tens feito?, Onde vais ver o jogo, Onde foste buscar o Martini, está o empregado a perguntar quem quer, anda sempre por aí, quantos mais servir, melhor, Vamos para a mesa, alguém tira o som do telemóvel, há sempre alguém que tira o som do telemóvel, mas deixa-o em cima da mesa, mesmo junto ao copo, pode sempre tocar, Que vais comer, não sei que coma, o costume, talvez.

[ao estilo de Rodrigo Guedes de Carvalho, A Casa Quieta]

Terminou o trabalho. Agora volto a estar de férias. Ainda não está certo que o nosso destino seja o Kruger. Pode ser Inhaca. Não interessa!

Nem a aventura de ontem a noite, verdadeiramente tirada de um filme, estragou o dia de hoje, nem estragará os próximos. Acerca disso escrevo depois, em Portugal.

Agora, almoço grandioso. Merecido!

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