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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Ontem não vi a segunda parte do Barcelona-Benfica para ir à minha primeira aula de Salsa.

Lançado o Alerta, Vermelho, “ambos os dois” chamaram imediatamente o Forcado Fernando para resolver esta questão urgente de resvalo homossexual. Tarde demais, talvez…

Aulas Salsa Dança
E se fossemos para o Beira Mar ver o Ronaldinho sambar ao som de Salsa?

Que recordações?
Lembro-me do primeiro dia de aulas. Não percebi a razão do choro de um dos rapazes que estava à porta da escola. Não me recordo da resposta da minha mãe quando a questionei acerca disso. Lembro-me dos pacotes de leite de chocolate durante o lanche. Alturas em que houve sandes e bolos. Já não sei se ainda existiam quando saí de lá. Lembro-me do recreio. Não me lembro se se chamava recreio. Lembro-me que as “palmadas” na mão não me deixaram marca. Recordo-me do caminho que fazia a pé e de um sonho que tive em que cheguei à escola descalço. Matéria para os amantes de Freud. Lembro-me da Sílvia, de quem nunca fui namorado. Lembro-me de momentos e de pessoas. De mais. Da professora.

As minhas incursões por cinema alternativo sempre se resumiram a alguns, poucos, filmes no king. A primeira vez que vi um filme do género, não no king, foi o Navio de Fellini. Deve ter sido, mais ou menos, na mesma altura em que saiu o Bambi. Se a minha geração ficou traumatizada com a morte do pai do bambi eu afundei-me com o Navio. Estava na primária e nunca mais fui o mesmo. Com 25 anos comecei a recuperar, vi o bambi, mas já era tarde. Tentei chorar e não consegui. Chatice. Tive de me agarrar ao Rei Leão. Resulta sempre.

(ainda a própósito dessas leis que regulam o mundo)

fyi

No dia 21 de Abril, pelas 21.30 h, a Biblioteca Municipal de Sesimbra realiza um debate sobre “Blogues: expressão e liberdade, hoje”. Trata-se da primeira iniciativa de um ciclo designado “conversa à volta das palavras”.

Eu vou (tentar) assistir. O Sesimbra vai estar. Espero que não seja o único.

ilusões

Nos seus ensaios sobre o inesperado, Daniel J. Boorstin diz que “O descobridor negativo é um destruidor histórico de ilusões”. São várias lutas. Há uma luta racional que tenta provar factos e há outra, talvez irracional, que tem no outro lado do ringue o que está estabelecido, os afectos, os dogmas, as verdades. Depois dos factos há que lutar contra os argumentos. Porque há alturas em que contra factos só restam argumentos.

pá, deixaste-me com uma lágrima no canto do olho…

Paris 2004

This is not a photo opportunity
Maio/2004

sexta-feira

Sexta-feira, noite de desenganos. Como uma manta de retalhos colo os vários momentos sem saber que fazer aos hiatos que nem sei onde procurar. Há lacunas que sei que não quero encontrar. São esses os desenganos. Noite longas têm esse problema: muita coisa acontece e muito acaba por ficar como se um sonho tivesse sido.

Nunca me recordo dos sonhos. Momentos há em que vivo como se tivesse sonhado, mas raramente sonho como se tivesse vivido. Caminho no limbo remelgado da certeza e do desengano, da verdade da consciência, dessa mentira que queremos como nossa, verdadeira. Nunca sei quando acordo nem sei em que altura adormeci. Sei que foi uma noite de desenganos. Não há que enganar.

(…)

A noite acabou algures em Lisboa, na Cachupa, para os lados do incógnito, ali entre o primeiro e o último andar de uma escadaria que já deve ter visto melhores noites. Lembro-me dela como há dez anos, a primeira vez que lá fui. A noite acabou quando já era dia e já não era sexta feira. Era outro dia, mas ainda não tinha acordado. Talvez o maior desengano. Ainda todos os gatos estavam pardos, toda a verdade era mentira.

(A cachupa continua lá. Igual a si mesma.)

A La petite au chocolat, já referida aqui, Paris e eu (a partir de onde cheguei ao Paris Daily Photo) e Pouco Sozinho (pouco sozinha?).

Também nas viagens entro em estágio… agora Paris, depois Moçambique, espero, e, em Junho, Alemanha.

O Maquinista

Trevor Reznik, Christian Bale, olha-se ao espelho e diz: I know who you are. I know who you are. I know who you are.
Não precisou de mais. Depois de saber quem era, três vezes depois, soube o que fazer. Fez.

Nem sempre é fácil.

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