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escolhas

A todos devia ser dada a possibilidade de escolher não casar com a mulher da sua vida.

[Nota: mudei a hora a este post. Passou das 08:29 para as 09:42. Só para avisar.]

Biblioteca de SesimbraNo dia 21 de Abril [sexta-feira], pelas 21.30 h, a Biblioteca Municipal de Sesimbra realiza um debate sobre “Blogues: expressão e liberdade, hoje”. Trata-se da primeira iniciativa de um ciclo designado “conversa à volta das palavras”.

Irei participar. A presença do Sesimbra e do Sesimbra e Ventos também está confirmada. O resto é conversa.

Post-it .17

A Conspiracao Contra a America Philip Roth
Lost ABC - Season 2 - Episode 8 - Collision
Annie-Disney

Jantar no Angelus.

Os mais velhos poderão lembrar-se do Angelus a caminho de Sesimbra, onde há uns anos se fazia o fondue de referência. (…) É escusado dizer que a carne do fondue é especialíssima, muito tenra, com um corte invulgar, bem temperada. A sala é simpática, a garrafeira razoável e moderada em preços.
[A Esquina Do Rio]

Acordo. Enquanto espero a força necessária para me arrastar até ao banho, descubro A Ideia de Europa de George Steiner. Decido começar pelo fim. O mesmo será dizer que começo por ler George Steiner. Não fui ao debate, mas o livro chegou-me às mãos e não foi pelo prefácio. Começo pelo fim e

Passo a manhã no café. No Flore, por exemplo, ali mesmo ao lado do Deux Magots. Por lá, num dos dois, onde quer que estejamos, ainda se vive um pouco de Sartre, Hemingway, Simone de Beauvoir ou Camus. Steiner escreve que

A Europa é feita de cafetarias, de cafés. Estes vão da cafetaria preferida de Pessoa, em Lisboa, aos cafés de Odessa frequentados pelos gangsters de Isaac Babel. Vão dos cafés de Copenhaga, onde Kierkegaard passava nos seus passeios concentrados, aos balcões de Palermo.

Há uma semana estava no Flore. Hoje regressei. Quando fui a Paris levei esse objectivo. Sem ter lido Steiner tinha o desejo simples de passar uma tarde sentado na esplanada de um qualquer café do Quartier Latin. Ou perto. Estive quase a regressar sem o objectivo cumprido. Percebi que não tinha destino.

vai ao café flore, disse-me a Sissi. o albert cossery, escritor que venero, vive lá perto. Pois deve viver. Ia jurar que nos cruzámos no Flore. Parece que o ouvi dizer

Si je n’ai rien à dire, alors je n’écris pas

Disse mais. Não consta que tenha um blogue.

Bebo mais um copo de vinho enquanto procuro os olhos de quem passa. Hoje janto no Ângelus.

Depois de ontem, hoje, depois de a SIC ter passado por Marrocos, algures no Bairro Alto, a RTP traz-me uma vila de amêijoas, em Olhão, Ria Formosa. Ao mesmo tempo dou mais um trago, (de) um só trago, no Planalto, vinho branco seco do Douro que acompanha o jantar, Tartiflette, que cozinhei, só, para mim. Estou sozinho. Hoje não preciso de mais.

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faz hoje 30 anos

Não há outra forma de viajar se não for com tempo. De que outra forma poderemos sentir o pulsar de alguém, de alguma coisa que seja? Sem tempo podemos fazer muita coisa, mas não viajamos, não sentimos. Sem tempo podemos correr. Atrás do prejuízo? É preciso tempo para conseguirmos viver o tempo dos outros. Precisamos do nosso tempo. Viajar acompanhado tem o desafio de equilibrarmos o nosso tempo ao de quem nos companha e ainda tentarmos viver o tempo de quem visitamos, do que visitamos. Com que compasso? Por isso, sozinho, sozinhos. Sozinhos deixamos de ter tempo próprio e passamos a ter tempo para tudo. Sozinho deixo-me perder. O tempo deixa de ser nosso, não é meu.

Soft Watch At Moment of First Explosion, 1954 - Salvador Dali
talvez a diferença entre viajar no tempo e viajar com tempo.

La Pluie

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Marais

Paris (Large).JPG

Place des Vosges

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