Objectivos impossíveis de alcançar são o problema.
Arquivos da categoria 'Arrecadação'
O blogue do Rubens da Cunha, o “Das construções e desistências”, é o Casa de Paragens.
Padre António Vieira
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«Voltai-me, Senhor, os olhos, para que não vejam a vaidade.»
Padre António Vieira
Tags: peixe
Disse que os peixes têm “duas boas qualidades de ouvintes: ouvem e não falam”.

Doze músicos consagrados reúnem-se para formar uma orquestra de jazz e proporcionar uma vibração efusiva de energia e calor sonoro.
Um poderoso naipe de metais e secção rítmica que junta músicos de seis nacionalidades diferentes.
Editam a 24 de Abril o álbum de estreia “TORA TORA”, um registo onde o jazz se deixa contagiar por ritmos caribenhos, brasileiros e africanos.
O concerto de lançamento terá lugar no Cabaret MAXIME no dia 21 de Abril (6ª f) pelas 23h30.
A chuva acaricia a tarde. Outono recém-nascido na terra Dona Francisca. Alheio a tudo, um marimbondo constrói sua casa. Traz nas patas mínimos tijolos. Vôo a vôo, ergue sua habitação. O homem ampara-se um instante na segurança arquitetônica do inseto. Sempre vislumbrou para si uma casa construída palavra a palavra, sentimento a sentimento. Ele nunca teve o instinto da construção presente no marimbondo, mas tinha vontade, tinha perícia com os sentires, alguma imaginação e muito suor para dar. Queria tanto erguer sua casa num espaço que melhor lhe aprouvesse: podia ser sobre um ipê amarelo, próximo do mangue, embaixo da cidade, dentro de si mesmo. O homem precisava de uma casa, da mesma forma que todas as crianças precisam daquela casa sem porta e sem janela, sem teto, chão e parede. Não sabe em que lugar do tempo ele errou. Em qual momento desistiu de construir a casa desejada e começou a arquitetar estas “quatro paredes sólidas”. Esta prisão de alvenaria imaginada, preenchida pelas vontades da mulher, dos filhos, da decoradora antenada com o que há de mais moderno em decoração.Ele agora é um homem misturado entre as lembranças da infância, quando brincava de fazer caverna nos barrancos, castelos nos areais e a percepção da paciência com que o inseto faz sua moradia no caibro da varanda. Dois mundos perdidos. As casinhas da infância esvaeceram, e logo a casa do marimbondo será derrubada pelas mãos limpas da empregada. O homem sabe disso e chora. Pensa impedir, deixar uma ordem para que não desmanchem o trabalho do bicho. Só que ele destruiu um desejo, se asilou nas distâncias da posição social, das contas bancárias e carros do ano, por que então deixaria parte de sua varanda ser suja por um marimbondo construtor? Se não tem mais suas “quatro paredes mágicas” não será uma insignificância qualquer que erguerá morada frente a seus olhos.
O homem se arrepende de tal pensar. Duelam nele o mundo externo, das aparências, e o mundo interno feito de perdas, sonhos, derrotas mínimas, alegrias espaçadas, esperanças. Uma guerra diária. Ele, sempre que possível, esquece, mas tem dias em que um simples olhar, um acontecimento desimportante leva-o à exasperação. É como se ele fosse um reservatório que vez em quando transborda. Hoje, foi um ato delicado da natureza. Um inseto e sua casa de barro agrediram a vida dele, dispuseram a sua frente mais delicadezas, memórias, intensidades do que pode agüentar. Um marimbondo, numa tarde chuvosa de outono, deu ao homem a dimensão das “quatro paredes flácidas” que o sustentam. O marimbondo, que nunca desiste enquanto não concluir aquilo a que foi destinado, ensinou ao homem que ele sempre foi feito de agonia inversa: a desistência contumaz dos sonhos.
Rubens da Cunha
[Obrigado]
[Música: Chet Baker – Goodbye]
(another) foxy lady
Tags: firefox
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Há uns meses, após ter lido algo que a snowgaze escreveu a este propósito, troquei de browser. Acabei a minha relação com o IE e passei para o Firefox. Foi amor à primeira página. O firefox é espectacular. Já é impossível navegar sem tabs. Nos últimos dias, sempre por recomendações de outros blogues, introduzi na minha vida mais algumas ferramentas.
Prometem.
preto no branco
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Para que ninguém venha ao engano, o melhor é ler isto.
descobriram-me a careca…
fogo-fátuo
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Estou convencido que, ao contrário dos casamentos, o maior responsável pelos divórcios é o amor
reservar a quinta sem saber quem será a noiva
mensagem de esperança
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A diferença entre “casar” e “constituir família” [nem sempre] resulta em divórcio
