Como se falar fosse o caminho mais fácil e rápido de lá chegar. Como se falar fosse, quase, vivê-la. Há quem não goste, sequer, de mencionar a morte. Não falar sobre a morte é uma forma de contorná-la, esquecer que existe, fingir que não nos atingirá. Mas atinge. Se tivermos sorte cai-nos em cima. Se tivermos azar cai-nos ao lado e dói como não há dor possivel. O maior problema da morte é quando não nos atinge em cheio e nos torna um simples dano colateral. Por ser a única altura em que temos de lidar com isso, o maior problema da morte é quando não é nosso. Digo eu, que não acredito na redenção. Digo eu, que quero prestar todas as contas em vida.
(…)
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Qual a tua capacidadade de perdoar e esquecer?
Qdo n perdoo, esqueço por isso é fácil :)
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Na sexta-feira troquei o indie, este filme, que continuo a querer ver, por vinte minutos de Sol, um mergulho na piscina, em ordem inversa, e um jantar, home made, de sushi. A casa não era minha, e a primeira vez que meti as mãos no sushi, neste caso, os paus, foi com o objectivo de comê-lo, devorá-lo. O dia seguinte, ontem, foi mais longo que o normal. Hoje, o dia será mais normal.
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Dr. Claire Lewicki: Tell me what you love so much about racing.
Cole Trickle: Speed. To be able to control it. To know that I can control something that’s out of control.
Dr. Claire Lewicki: Control is an illusion, you infantile egomaniac. Nobody knows what’s gonna happen next: not on a freeway, not in an airplane, not inside our own bodies and certainly not on a racetrack with 40 other infantile egomaniacs.
A propósito da segurança e protecção que se deseja, procura e se acredita que é real. Não é.
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Fui levar o Rui ao aeroporto. Dubai/Jordania/Síria. Pelo caminho, ele fez uma chamada.
– Olá ‘Vó. Vou hoje para a viagem
(…)
– Já estive em Marrocos. Estou vacinado contra vigarices.
(…)
– Não. Não vou morrer.
(…)
– beijinhos
(…)*
* Que Deus e a Nossa Senhora te acompanhem.
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Acordei – Não há momentos de dúvida, mas, depois de uma noite longa, divertida, não sei se este acordar não é como se não tivesse adormecido, como se a festa se prolongasse no sono e precisasse de uma explicação, de um sentido, de uma certeza – e soube que não era dia para ficar em casa. O tempo estava óptimo e o Cabo Espichel pareceu-me uma boa opção. A linha do horizonte do cabo não encontra obstáculos. Mesmo parados, chegamos mais longe.
[Passei a utilizar o Flickr]
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– Há um ano pediste-me em casamento…
– Há um ano acreditava.
– Eu sei. Eu também.
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Na maior parte dos dias, estas escadas não levam a lado algum.
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quem não tem a quem dar explicações não quer dizer que não tenha explicações a dar
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Hoje há a primeira conversa à volta das palavras. Ao longo da manhã irei juntar algumas notas que possam alimentar essa fogueira. No Sesimbra também há material para ajudar a combustão e no Sesimbra e Ventos a labareda vai tão alta que já queima. À noite juntamo-nos.
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Almada tem algumas das melhores casas de petiscos que conheço. O Lagoa Azul tem as melhores amêijoas. O Guizo tem as melhores, e únicas, caracoletas no forno. O Faustino tem o melhor choco frito. O Curica tem os melhores caracóis. A Tasca do Aires tem a melhor mousse de chocolate. De cada uma delas gosto de levar o que têm de melhor. No mesmo dia, de preferência.
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