em casa
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Ela: Amanhã é o dia do solteiro
Eu: Ainda bem. Já não convenço muita gente com o dia da criança. Além disso, está aí uma coisa que dava jeito. Uma solteira.
Ela: Sim, as relações não podem ser com casados, comprometidos ou solteiros há pouco tempo. Não resulta.
Eu: O problema é que os solteiros ou solteiras que valem a pena nunca o são por muito tempo.
Ela: Estás a brincar? Eu sou solteira há bastante tempo…
Eu: Pois… aí está.
Depois de um breve silêncio, entre gargalhadas, minhas, claro, tive de repor a verdade.
Eu: Nunca foste solteira.
A verdade é que a conversa não foi bem assim, mas poderia ter sido. Tal como eu sou solteiro, também ela, mas poderíamos não ser. O problema resume-se à concordância verbal.
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O almoço foi no Cottage. O pouco tempo que dei a esta vida permite-me desconfiar de um padrão nestes almoços. Depois de outra noitada na quinta, a esta não fui, almoça-se. No Cottage o melhor “value for the money” parece estar no naco na pedra e no filete à cottage. O meu t-bone não fez história. A melhor mousse de chocolate parece ser no escorpião, mas a do Manjar dos Deuses também é boa. Quando há, como a manteiga.
Na RTP Internacional conversa-se com uma fotógrafa canadiana. O pretexto, entre outros, é uma exposição sobre sesimbra. Imagens de pescadores, a preto e branco, beijos apaixonados. Faina de uma outra vida.
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É verdade Fred, o Bauer não espera porque só tem 24 horas. A minha questão é, será que nós temos mais?
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Instituto Camões – exposição de Rui Pimentel (a aproveitar o facto de ser a um minuto a pé de casa).
Para o fim de semana prevê-se uma ida à Inhaca, à foto aí de cima.
Tags: Fotos, Moçambique
No fim de semana escrevi algumas palavras acerca dos dias anteriores. Seria mais um post nos rascunhos que mais tarde ou mais cedo seria apagado.
Na sexta-feira fomos jantar à feira. O jantar foi óptimo com entrada de amêijoas seguido de espetadas de marisco. Já só conseguir acenar ao camarão grelhado e há quem diga que houve sobremesa. Mais um mito. Ninguém consegue comer tanto. Esse, contudo, nem foi o maior problema. Alguns dos animais com quem jantei, felinos da pior espécie, gostam de whisky. Tu sabes como o whisky me faz mal, especialmente no dia seguinte.
Como não trouxe máquina fotográfica tive de me agarrar à máquina da Patrícia, mas ela ainda não disponibilizou as fotos. Melhor assim. É que depois do jantar ainda fomos ao Coconuts é melhor não saberes que para o pequeno almoço foram dois hambúrgueres gigantes e meio frango piri-piri. Esquece.
Sábado estivemos a tentar reconstituir a noite na esplanada do Delmar. Ali mesmo ao lado do Miramar. Não conheces. Conseguimos, junto à areia da praia, à sombra, de óculos escuros e com 1L de coca-cola, passar um bocado maningue nice. Depois, casa. Sofá. Televisão ligada e segunda série do 24.

(“roubei” esta foto no Cores de África, da Patrícia. A máquina era dela, mas o fotógrafo fui eu. Ela não se deve importar. Se quiserem ver mais fotografias de Moçambique não deixem de passar por lá. Este fim de semana foram a Chidenguele… inveja!)
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O Fred perdeu o DIRE e precisou de ir à PIC buscar uma declaração. Nada feito. Não tinham toner. Entretanto, ontem perguntei se havia Häagen-Dazs por aqui – Não, há melhor! – e hoje ao almoço fui fazer o teste ao Polana. É bom, mas melhor teria sido não ter estado à espera no Polana Hotel enquanto a Ana fazia o mesmo no Polana Shopping.
DIRE = Direito de Identidade e Residência para Estrangeiros
PIC = Polícia de Investigação Criminal
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Os primeiros dias são os mais complicados, mas nada de grave. Numa das vezes abri a porta do carro, sentei-me e quando olhei para a frente não tinha volante. Estava no banco errado. A condução faz-se bem desde que não seja instintiva. Em momentos mais relaxados, descontraídos, ainda dou por mim a conduzir em contramão. Sempre que alguém buzinava a minha primeira reacção era pensar “o é que fiz agora?”. Deixei de ligar quando percebi que apitam por tudo e por nada e que, depois de conduzir em contramão, é difícil fazer pior. Desde há uns dias, poucos, comecei a não parar nos semáforos à noite. Era o único a parar. Ainda não fui assaltado e começo a pensar que ando com sorte.
Tags: firefox
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11 horas consecutivas de 24 podem criar sérios problemas psicológicos