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Há muito que deixei de actualizar as ligações aos outros blogues. Desde que passei a utilizar o bloglines que deixei de utilizar a lista que aqui tenho e, por essa razão, resolvi trocá-la pelo meu blogroll do bloglines. A outra questão está relacionada com o número de blogues que fui subscrevendo. Neste momento são mais de 180 e já percebi que não vai dar para acompanhá-los a todos. Seleccionei os que costumo ler e são os que aparecem no blogue. Os restantes continuam lá. Novos irão aparecer. E esta lista irá sendo actualizada ao sabor das leituras que for fazendo. Aparece no bloglines, aparece no blogue. Simplifica.
A lista já aí está, mas ainda não como quero. O meu conhecimento de CSS ainda é limitado…
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Lembro-me de chegar ao pátio da primária e de ver as minhas colegas a ensaiar coreografias com a música da novela da noite. Eu não via. Na mesma altura em que passava a Guerra dos Sexos eu ja estava a dormir. Até há uns tempo nunca soube que guerra era essa. Descobri sem nunca ter visto a novela. Tarde demais, penso.
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Estou apaixonado, bem sei. Não é daqui. Aqui, quanto muito, apaixonamo-nos por algumas horas, uma hora de cada vez. Eu não, que já estou apaixonado. Sei que ao escrever isto há-de haver quem não consiga perceber que é mentira tal como há-de haver quem não duvide que é verdade. Mais do mesmo. A verdade é que estou, por muito grande que seja a mentira.
Depois da festa de ontem é altura do rescaldo. As noites só acabam no dia seguinte. Almoço na Feira, n’O Coqueiro’. Dos dois pratos do dia, feijoada de marisco ou chango estufado, escolho o outro. O ementa traz um glossário que, no entanto, não ajuda na escolha.
– O que é chango?
– É carne de caça.
– Mas é o quê? Gnu?
– Não. É chango.
– Ah, ok. Sabe mesmo a chango…
– Daí o nome…
Afinal escolho chango. Não fico mal servido, mas não consigo tirar os olhos da feijoada. As chamuças não estavam más, a água estava fresquinha.
Seguimos para a 24 de Julho ver os novos Mitsubishi L200. Importação do Japão. 99.9% do parque automóvel de Maputo deve ser importado, por indianos, do Japão. Não faço ideia, mas 99.9% parece-me ser um número razoável. À porta do stand, encostados ao muro, encontram-se 4/5 jovens a lavar sapatos. Um deles tem um tubo de cola com que vai tentando corrigir algumas imperfeições. Tarefas bem divididas num um processo tailorista invejável. A dois metros, junto à estrada, 20 ou 30 pares de sapatos estão expostos.
– Aqui vende-se tudo. São remessas do outro mundo.
O mundo de que me falam é o nosso. As remessas, dizem-me, são aquelas que não é suposto virem parar a uma banca de venda ambulante. Mas não há banca. Os sapatos estão no chão. Ali ao lado, alheado de todo este processo, um jovem vende copos de água a quem passa.
– Começam o dia com o garrafão congelado. Custa-lhes 10 contos, 30 cêntimos de euro.
Aqui vende-se de tudo.
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Não há Internet em Maputo. Mentira. Há, mas limitada. Não consigo ver mail nem aceder ao ftp da empresa. O messenger não faz login. O firefox não abre todos os endereços. Abre este. Nem tudo está perdido.
Hoje vou ao aniversário da Carla, não sei quem é, amanhã tenho jantar de despedida do Manel, sei quem é, e, para o fim de semana,
o worst case scenario é ir almoçar, no domingo, à Swazilândia.
Os meus amigos em Lisboa é que têm sorte. Todos os dias, casa – trabalho, a mesma rotina de sempre. Sabem com o que contar. Aqui, não estou a saber para onde me virar. Um dia uma coisa, outro dia outra… sempre alguma coisa. Os meus amigos em Portugal é que a sabem toda… saudades!
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Numa reunião que estive a moderar hoje fui surpreendido com a presença do mestre radiofónico da K FM, este mesmo, e de uma apresentadora de televisão. Chato. O pior foi o almoço. Fui com a Ana à Cristal. Na verdade, o almoço não foi o pior. O pior é estar a trabalhar depois de uma dose de ameijoas, Arroz de Marisco, Bife à Cristal e Mousse de Maracujá. O que eu gosto de mousse de maracujá…
Fui à varanda fumar um cigarro apanhar ar e no parapeito estava um pavão.
do Lat. pavone
s. m., Ornit.,
ave galinácea, de linda plumagem;
fig.,
pessoa muito vaidosa.
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Os meus amigos, os que estão por cá, vieram, há dois e três anos, por três meses. Só conheço um que veio por seis meses e não ficou. Esse está em Timor…
Se isto valer de alguma coisa…
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Ontem fui ao “Franco”, Centro Cultural Franco-Moçambicano. DocKanema
Alguns dos documentários do programa já vi, o Mondovino, por exemplo, comprei há uns meses, mas há outros que não quero perder.
‘O banqueiro dos humildes’ é um deles. Este documentário traz a história de Muhammad Yunus. Vale a pena conhecer. Há uns anos, numa conferência da AIESEC, na Finlândia e Suécia, ouvi-o falar da sua vida. É impressionante a força que transmite, mas, melhor ainda, é saber que é possível.