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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

(…)
Geme o restolho, a transpirar de chuva
nos campos que a ceifeira mutilou
dormindo em velhos sonhos que sonhou
na alma a mágoa enorme, intensa, aguda

Mas é preciso morrer e nascer de novo
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver

e a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
para receber daquilo que aumenta o coração

Que este blogue mexe tão pouco que quando mexe, mesmo que no vazio, merece um pouco mais de nada.

Sabemos que o Buda era, à partida, uma pessoa comum como qualquer de nós, com todas as faltas e fraquezas básicas de um ser humano. Nasceu numa família de sangue real, casou e teve um filho.

O Budismo Tibetano – Tenzin Gyatso

Algures entre dharma e tantra perdi-me, mas, como que em estágio, continuo mergulhado no Budismo Tibetano. Setembro pode fazer a diferença. Se não for o encontro com o Dalai Lama, algures nos 30 dias quero atirar-me quatro vezes de um avião. É o que mais próximo consigo chegar do princípio do autodesinteresse. Neste caso, deve ser, autodesinteresse pela vida. Pode ser que haja algo que, do alto da asa do avião, me faça compreender o vazio.

Praia do Meco - Sesimbra

partilhas

substituí o bloglines pelo Google Reader e descobri que os meus shared items are publicly accessible.

iBox life

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como nos jornais, hoje?, só amanha

Aqui por baixo o vinho verde tinto não pega. Lá em cima pode custar a pegar, mas depois ninguém o aguenta.
Vinhão, Borraçal e Padeiro.
A saber, o Padeiro dá o pico. Ou pique. Ou o Borraçal. Não houve unanimidade.
Bebeu-se tudo, ninguém se queixou, mas a última estava mais agulha.
Para o ano há mais.

desvario

Milharal Milho
A todos deveria ser permitido crescer com um milharal perto de casa. Ainda não tive essa sorte.

o regresso

No Gerês continua tudo igual. Em 2001 foi assim. Esta semana não foi muito diferente. Ali, no meio da serra, estamos sozinhos. Confesso que não sei bem como. A poucos metros o amontoado de turistas quase não deixa espaço para respirar, mas ali estamos sozinhos, como em 2001.

Serra!
E qualquer coisa dentro de mim se acalma…
Qualquer coisa profunda e dolorida,
Traída,
Feita de terra
E alma.

Uma paz de falcão na sua altura
A medir as fronteiras:
– Sob a garra dos pés a fraga dura,
E o bico a picar estrelas verdadeiras…

(Miguel Torga – Gerês, Pedra Bela, 20 de Agosto de 1942 – Diário II)

E fico sempre desvairado. Apetece regressar a dois.

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