Post-it .6
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Who dreamed that beauty passes like a dream?
For these red lips, with all their mournful pride,
Mournful that no new wonder may betide,
Troy passed away in one high funeral gleam,
And Usna’s children died.
We and the labouring world are passing by:
Amid men’s souls, that waver and give place
Like the pale waters in their wintry race,
Under the passing stars, foam of the sky,
Lives on this lonely face.
Bow down, archangels, in your dim abode:
Before you were, or any hearts to beat,
Weary and kind one lingered by His seat;
He made the world to be a grassy road
Before her wandering feet.
William Butler Yeats
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Seguimos caminhos diferentes. Vivemos como se fossemos duas aves em sentido migratório contrário. Sempre o mesmo trajecto. Sempre no mesmo momento. Cruzamo-nos, sabemos que nos trocamos pelo caminho e que onde aterrarmos já lá esteve alguém. Tu.
Tags: A Memória Inventada
A Memória Inventada está de regresso.
Tags: eternidade
sempre souberam que a sua eternidade não chegaria ao fim
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Um dia tivemos esta conversa pouco esclarecedora, mas memorável.
Não temos fantasmas a assombrar o nosso passado e talvez por isso possamos ser assim. Temos tropeções, quedas, arranhões, feridas que saram sem deixar marca, mas não temos fantasmas. Não precisamos de falar e quando ela me olha de soslaio para ver se reagi eu posso atirar-lhe à cara um Estás a olhar para mim?! E rio-me. Porque, reitero, nada nos assombra.
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ask yourself
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O Expresso pré-publicou as cartas de amor que António Lobo Antunes enviou de África à sua mulher, entre 1971 e 1973. Nelas descobrimos que Lobo Antunes gostou do filme Love Story, que chamava à esposa “meu sorvete de morango, meu pratinho de arroz-doce”, e que, ainda por cima, dizia ter vontade de lhe “meter a chave” na “fechadura do seu corpo”. Eu não precisava de saber isto. Eu não queria saber isto. Há coisas que só se divulgam depois de morto.
Escrito pelo João Miguel Tavares, no DN de hoje, mas cujo link não descobri.
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