Sim, meu amor, está bem meu amor
Eu sei que tu tens razão
Dizia-te eu, às vezes, para acabar
Com a discussão…
E lá íamos vivendo,
Entre dois copos e um bom colchão,
Um futuro à nossa frente
E muito amor para mostrar a toda a gente.
Como era bem vivermos a dois
Sem nos darmos mal
(uma canção estrangeira e um filme antigo no telejornal),
E uma noite tu disseste:
Já dei p’ra ti meu… vou arrancar!
E lá fiquei eu, sózinho,
A conversar com os meus botões
E a tentar descobrir a causa
Que nos levou a tal situação…
Já achei uma ideia que é bem capaz
De ser a solução:
Acho que nós passamos muito tempo
A misturar tripas com coração
E a verdade é bem diferente.
Para haver amor, não pode haver o-briga-ção
(Obrigação – 1977)
[o bold é meu]
pressupõe-se que no amor nada é obrigatório… senão deixa de ser amor para ser algo mais banal, rotineiro… gosto de fazer amor quando tenho vontade, gosto de o ver a dormir, gosto de sentir o calor da sua pele, gosto quando ele me aperta para ficar bem juntinha a ele, gosto quando partilhamos conversas ou até mesmo silêncios… e quando existe um gostar de é diferente de um tenho que… assim sim vale a pena!!!
jorge palma
Eu gosto muito de ti porque eu gosto dessas múscas giras