Depois de ontem, hoje, depois de a SIC ter passado por Marrocos, algures no Bairro Alto, a RTP traz-me uma vila de amêijoas, em Olhão, Ria Formosa. Ao mesmo tempo dou mais um trago, (de) um só trago, no Planalto, vinho branco seco do Douro que acompanha o jantar, Tartiflette, que cozinhei, só, para mim. Estou sozinho. Hoje não preciso de mais.
1 comentário »
Pois, aquilo ontem acabou um bocado mais tarde. Para mim ainda não acabou.
Continuo a ouvir a música barroca tocada pela Inês, no Violoncelo do séx. XVIII, mas já não há azeitonas.
O Champagne há muito que foi, mas ainda sinto o cheiro a animal do Châteauneuf du Pape. Surpreendeu-me mais a mim, é verdade.
Para a próxima terminamos com o Saint-Aubin de 2003.
e em Junho, debaixo do calcário branco, nas cavez de giz, para nos voltarmos a perder nas imperfeições do copo… dos copos… dos quinze…
Comentar »
Bebi em 2001, no dia do Pai, no dia do meu pai, em Novembro, um Barca Velha de 1985. Era uma garrafa com história que tinha sido comprada ainda eu não tinha 18 anos. Naquele dia foi à vida. Assim, sem mais histórias. Do vinho ficaram umas fotos e a sua história só a recordo quando ainda a garrafa estava fechada. Se fosse hoje seria diferente. Hoje a história de um vinho escreve-se enquanto se bebe. Porque a história de um vinho, mesmo a anterior a nós, só existe nos aromas que sentimos e nas sensações que nos provoca. A história do vinho confunde-se com a nossa.
Já chega. Vai surgir um novo Barca Velha e está na hora de cobrar a garrafa que me deves…
Continue Reading »
4 comentários »
O curso de vinho e vinhas começa sempre com uns quantos frascos de cheiros a nossa frente. O objectivo é reconhecê-los. Ora, para um nariz habituado a distinguir a delicada diferença entre um coirato e uma entremeada bem passada, nada parece difícil, muito mesmo impossível, neste campo. Apresento já algumas vitórias no meu currículo.
Por exemplo, quando me dão a cheirar amora, framboesa ou morango acerto sempre, nem sempre em cheio, mas sempre ali por perto. Nessas alturas digo sempre que “ou é amora, framboesa ou morango”. “Não há que enganar”, gosto de acrescentar. Às vezes é groselha, mas… raramente.
O mais difícil é com cheiros que não temos cheiramos todos os dias. Cheiro a cavalo, por exemplo. Se me aparece o cheiro a cavalo tenho mais dificuldade em distinguir se é cedro ou espargos. A cavalo nunca me cheira.
Tudo se torna mais fácil quando nos dão a solução. “Cheira lá e diz-me se não é melão.” “Ah, pois é. Claro que é melão. Quem escreveu Feno no meu post-it?”
E assim passamos alguns minutos na galhofa como se isto dos vinhos fosse uma brincadeira. No final do exercício, sinto que nem tudo está perdido para este nariz que passa o tempo enfiado na mostarda de uma entreada ou coirato…
Comentar »
Límpido e intenso. Com um aroma realizado e e pronunciado. Couro. Alguma adstringência e um final prolongado. É um blogue com uma presença ampla, estrutura consistente, um carácter franco e um estilo original. 92
Que tal…
1 comentário »
pop.,
enfado, cansaço motivado por uma noite passada em claro;
indisposição sentida após a ingestão excessiva de álcool;
(Ainda a propósito disto e para acrescentar que a ressaca de vinho é como a ressaca de amor, só que ao contrário. No vinho, quanto pior é, maior a ressaca. No amor, quanto melhor é, maior a ressaca. Para tristeza de muitos, é bem mais fácil acordarmos com uma ressaca de álcool do que de amor, mas, como também sai muito mais barato faz-se-lhe o jeito. Isto é muito giro muito giro mas nem tudo são rosas)
7 comentários »
para memória futura
termómetros digitais não são os mais indicados para tirar a temperatura do vinho
1 comentário »
– Então, quais os vinhos que preferem?
– Do que eu gosto mesmo mesmo… é do dão! gosto muito dos vinhos que me dão.
[direitos reservados]
3 comentários »
Depois de ter criado o conceito de sangria com sumo de laranja, fruta, uns paus de canela e uma garrafa de Barca Velha, alguém achou por bem que tirasse um curso de vinhos. A mim não pareceu mal. Começa hoje.
3 comentários »