Variar um pouco com o meu sábado em fotografias…

Partida àquela horas das onze em direcção à Maragra. Para trás ficou o jantar de despedida da Patrícia, uma noite mal dormida e uma manhã ainda pior. Na 24 de Julho a confusão do costume.

Abençoado que estava o nosso caminho seguimos em direcção ao almoço. Praia? Depois do pão, sempre depois do pão, já dizia Danton.

Leitão. Deve ser isto a mão invisível de Adam Smith. Há dias combinávamos um jantar, em Dezembro, na mealhada e hoje tínhamos um leitão na mesa. O mercado da saudade em funcionamento.

Com a cabeça a apanhar vento e a tirar algumas fotografias gritei para pararem o carro. No STOP foi onde encontrámos os óculos que me tinham voado da cara.

Passagem sem guarda… e sem comboio.

Não se pode tirar fotografias. Queremos ir à praia. Não pode.
Ficámos uns bons 15 minutos a argumentar. Quando começou a chover o guarda resolve pedir autorização ao superior e em cinco minutos estávamos a caminho.

Maragra é propriedade privada. Não sei se é a maior plantação de açúcar de Moçambique, mas, assim de repente, é uma coisa a atirar para o muito grande e com estradas de perder de vista. (Maragra na BBC)

Ninguém percebe muito de mecânica e não foi difícil descobrir que estávamos sem travões. Queríamos perceber se podia ser mais grave, pois sem travões o carro anda e isso é o mais importante. A viagem continuou. Paisagens bonitas, mas a praia continuava uma miragem cada vez mais desfocada devido ao estado dos meus óculos.

Paragem forçada. A nossa e a deles. Não percebemos muito de mecânica, já avisei, mas sabemos a regra número um para quem fica preso na areia: vazar pneus. 60 segundos.

Felizmente apareceu um chapa cheio ajuda…

… e nós seguimos caminho… ora a pé… ora de carro… até que…

…chegámos e, finalmente, pudemos…

… brincar, com as ondas, ao quem é mais forte. Perdemos.

De regresso à ancestral técnica dos 60 segundos

O Sr. Alberto pediu-nos uma lift. Pelo caminho, por pouco não voou carrinha fora num buraco que os travões que não tínhamos não conseguiram evitar, mas chegou são e salvo a casa. A sua mulher agradeceu-nos com uma cabaça.

Antes do regresso ainda parámos para um jogo de damas, um refresco e mais uns minutos de convívio.