Passo a explicar
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Há quem pense, eu sei que há, que se chega a determinada altura da vida e há que ter respostas. Chega de perguntas, venham as respostas, olá certezas. (…) E sem darmos por isso, a determinada altura da vida, com um “isto é assim”, o pessoal passa a explicar.
Eu gosto do conceito, mas vi-me forçado a adaptá-lo. Ao contrário dos que se iluminam a determinada altura da vida, eu tenho por hábito iluminar-me a determinada altura da noite (não todas as noites). (…) Passo, por essa razão, a explicar o seguinte (coisa séria):
Determinados momentos não poderiam ser mais perfeitos (#1). A própria graduação da perfeição é uma parvoíce (#2). Ponto. Há o bom, há o melhor, há o melhor (#3) que bom, pode haver perfeito, mas mais que perfeito só o verbo (#4). O Princípio (por vezes, do fim).
“chega de perguntas, venham as respostas, olá certezas”?
e que tal: “não há soluções, há caminhos”?
e que tal “não há certezas em relação aos caminhos”?
ou “não há caminhos em relação a certezas”?
(voltei a comentar, já que estás “sempre do outro lado” – passe o clipping) :)
“não há nada”?