Saímos de Maputo às 20h30 para uma viagem de três horas até Chongoene. A saber: conduzir de noite em Moçambique não é o mais aconselhável. Em Maputo há assaltos. Fora de Maputo há acidentes. A nossa viagem foi suave. Não tivemos acidentes, passámos discretamente por uma operação stop e fizemos duas paragens de abastecimento, em dois dos bares do caminho. Quando chegámos à praia já a fogueira estava acesa. Carregado de estrelas, para onde quer que se olhasse, o céu estava deslumbrante. A chuva de meteoritos, o espectáculo das estrelas cadentes, o que quiserem, já tinha começado, mas, gáudio dos presentes, ainda não tinha acabado.
(Abro um parentesis pela simples razão de que, como dizem por aqui, não posso mentir. É verdade que o céu estava estrelado. É também verdade que as Orionids passeavam-se por lá. É verdade que a fogueira estava admirável. Também é verdade que tudo isso passou para segundo plano quando chegámos com um saco de gelo e uma garrafa de Jameson e as estrelas começaram a cair cada vez mais depressa e em maior quantidade.)

Esta imagem foi tirada perto de Bursa, na Turquia (daqui), mas poderia ter sido em Chongoene.
A registar: Next month, the Leonids Meteor Shower from Comet Tempel-Tuttle might show an even more impressive shower from some locations.
Por ali ficámos toda a noite até a única estrela no céu ser o Sol. Então adormecemos na areia da praia e dormimos até a pele começar a queimar.
Queimou.


Conseguiste ver o ceú até aqui?
Nem sempre vejo o que quero, mas, sim, claro que consegui. Não estou totalmente debaixo destas estrelas.