(Nos intervalos da vida vou escrevendo um pouco do tpc do curso de escrita criativa. Qualquer coisa sobre a vida de um copo que nem sequer preciso de escrever. Não é qualquer coisa, só não me recordo do que é. “Estilhaços de uma vida” é o título, se não repararam, e estes são alguns dos desabafos do meu copo, um copo de bar.)
Não há glória para muitos, avisou-me meu pai, mas há dignidade e, se tivermos sorte, uma vida longa. Foi assim que nasci para o mundo: com a esperança de ter sorte e a certeza de que começava mal; nasci copo.
(…)
A grande maioria prostitui-se a vida inteira. A última boca que cá esteve é sempre diferente da que vai estar e, na maior parte das vezes, nenhuma das duas é muito agradável.
(….)
Somos de todos e não somos de ninguém. O tempo passa, deixamos de ser, mas a vida de todos continua igual. Ninguém nos chora, ninguém nos tenta remediar. Nessa altura não somos senão pequenos bocados de vidro, invisíveis estilhaços de uma vida.
ehehehe, demais!!! Tou a ver que este curso promete… e que, ao contrário do pós curso de vinhos, neste caso ainda nasce mesmo um escritor!
Quanto ao post anterior, não tomes os comprimidos, vai a outro médico primeiro! Estes médicos é tudo uma cambada!!!
:)
já tenho outro médico. hei-de lá ir, provavelmente, daqui a uns dois anos…