saber viver
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noutros tempos? no abrupto
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noutros tempos? no abrupto
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Em Outubro do ano passado resolvi criar novo blogue que me libertasse um pouco do colete de forças que me prendia. Anónimo, como convém, escrevi 88 posts que deixaram de fazer sentido no eclipsad. Deito-me, hoje, no sofá, preparado para essa prescrutação inevitável. Insisto, ainda assim, em pedir desculpa, but you are looking for something that isn’t here.
Tags: Filmes
O casamento foi óptimo e resultado dos desígnios de Deus, esse mistério, e temos de aceitar e tentar perceber, como fez questão, o padre, de referir.
Ninguém disse se alguém tem algo contra esta união que se levante agora ou cale para sempre… Parece que é só nos filmes e nos casamentos protestantes que esta pergunta faz sentido e os únicos protestantes na Igreja estavam a celebrar um casamento católico. Ninguém protestou, afinal são os desígnios de Deus. Já o acto consumado, também sem protestar, I was very happy that he blessed me… It cost me more, but… Menos misteriosos, os desígnios. Business as usual
O copo de água foi extraordinário. Na nossa mesa havia de tudo: alemães, holandeses, ucranianos, espanhóis, portuenses e Lisboetas. Depois do primeiro copo, o normal: festa. Business as usual
Tags: Moçambique
Quando for para Moçambique vou mudar a cara do blogue. Já tratei disso e, neste momento, insiste a seguinte mensagem :
Not Found
Sorry, but you are looking for something that isn’t here.
Fico descansado. Foi só mesmo a imagem que mudou
Não tenho o hábito de avaliar as minhas amizades, de perceber o que tem corrido bem e o que pode melhorar, de planear o futuro. Faço mal. A naturalidade que atribuo, no dia a dia, à forma como a relação com o meus amigos existe é falsa. Em todas as amizades que mantenho tive de lutar, e os meus amigos também, de trabalhar para elas, de me esforçar. Todas as amizades tiveram o seu momento de verdade, o momento em que se poderiam ter desvanecido. Alguns amigos com quem falhei de me unir dessa forma, na busca de uma união, foram-se perdendo. Hoje, nove anos depois de a ter conhecido, encontro no tempo esses momentos e percebo que correu tudo bem. Não interessa se foi sorte. Importante que assim foi.
Vai casar. Continuam a insistir no casamento. Desde que tive o primeiro casamento, de amigos, que não tenho parado. Todos os anos são vários. Este ano seriam quatro, não tivesse fora de Portugal em três deles. Amanhã é o dela. Fim de semana de arromba! Já começou…
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Tags: Moçambique
O Rui diz que estou com uma ganda cabeça. A Paula diz que pareço ter regressado aos tempos da universidade. Não deixo de relativizar porque a verdade continua imutável: a minha cabeça é a mesma, nunca saí da universidade e mudar de vida não pode passar só por ir seis meses para Moçambique. A dificuldade, neste momento, é saber o que faz a diferença.
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A Poeira do Tempo, filme que não vi, avisa-nos que todos temos segredos. Um aviso porque esquecido. Todos temos segredos.
Aceitar a inevitabilidade do segredo é a única forma de viver. Deslocados que estamos dos padrões da sociedade, porque ninguém é o que a sociedade impõe, menos nós, algumas acções trazem-nos embaraços. Não percebem, mas aceitas e vivemos enleados na diferença. Aceitamos a sociedade em que vivemos guardando pequenos papeis que mais ninguém pode ler.
Um segredo não é algo que mais ninguém saiba. Um segredo é algo que deverias saber, mas não sabes quero que saibas. E eu?
Não me digas que não tens segredos. Não acredito.
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Enguias Fritas, Enguias Grelhadas, Ensopado de Enguias – “Casa das Enguias” (Lançada – Sarilhos Grandes, Montijo)
Empada de coelho bravo acompanhada de arroz de pinhão, “A Escola” (Cachopos – St Mª Castelo, Alcácer do Sal)
Tags: Moçambique
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A minha primeira despedida foi igual a tantas outras que depois sobrevieram.
Não estarei longe. Estaremos sempre juntos. Mudei de casa. Mudei de terra. Mudei de amigos. Há quatorze anos, com a ingénua ilusão de que é possível lutar contra a corrente, nadava na certeza de que a despedida não é um adeus. Hoje, sem ilusões, continuo a espernear, ingloriamente. A despedida é sempre um adeus. Mudamos de casa, mudamos de terra e de amigos, mudamos de vida. A despedida é um recomeço. Ainda hoje me abrigo nos amigos de há quatorze anos, mas naquele dia disse adeus a essa vida. A despedida é sempre um adeus.
E é nostálgica… Na corrente que nos afasta agarramo-nos às memórias que nos acompanham para que não nos deixem ir ao fundo, mas vamos. Nas despedidas vamos sempre ao fundo das emoções, revemos o que já esqueceramos, encontramos luz no breu, tropeçamos em cada memória. E agarramo-nos.
Hoje despedimo-nos do Cup honrando as noites memoráveis que lá passámos. Tristes ou alegres, tivemos noites muito memoráveis. Sem pingo de tristeza diremos adeus. Um adeus sem certezas.
Tags: Poesia
era já há dez anos que Baudulino estava em Paris, tinha lido tudo o que se podia ler, aprendera grego com uma prostituta bizantina, escrevera poesias e epístolas amorosas que seriam atribuídas a outros, praticamente construíra um reino que agora ninguém conhecia melhor que ele e os seus amigos, mas não havia terminado os estudos. [Baudolino, Umberto Eco]