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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Ontem

Andámos por aí, na Matola, a comer Pernil e a jogar paintball, a mergulhar piscina do Cardoso, a ver filmes, a jogar PES6, a conversar, a justificar o dia de hoje e o de amanhã, a recusar o seguinte.

hoje

O elevador do prédio está avariado. É do calor!, avisa-me o guarda. Sorrio. É bom saber que não acontece só comigo.

Amanhã

Venha com quem vier, Sócrates, virá sempre sozinho.

aquecimento

Squash
Antes da noite de poker estivemos a jogar squash. Poderia dizer que perdi todos os jogos, alguns deles a zero, mas essa informação, para além de irrelevante, seria altamente discutível. Houve muitas bolas na rede.

Ontem foi a minha primeira noite de poker em Maputo. Não foi a última, já sei, terça-feira temos outra. Poker aberto, ao bom estilo do bar da UCP, sem as inovações que víamos em 21 Jump Street. Ninguém se lembrou de colar uma das duas cartas de mão na testa. O resultado da noite podia ter sido melhor. Terminou bem porque fui o que ganhou mais e ainda paguei uns copos no lounge a quem quis. Terminou mal porque um dos que perdeu é um potencial cliente com quem irei reunir na próxima semana. Parece-me ser o momento indicado para tirar uma carta da manga.

Espera no Multibanco em Maputo

Jardim dos Namorados Jardim dos Namorados

No meio dos vários livros, todos com um intenso cheiro a mofo, que existem no quarto que estou a ocupar, encontrei “A Casa da Rússia”, de John le Carré, que comecei a ler. Na verdade, parei na primeira página.

Temos de pensar como heróis para nos comportarmos como seres minimamente decentes. (May Sarton)

O Jardim dos Namorados ajuda a arejar, não só o livro. Quem será que começou com a mania da citação no início dos livros? Herói? A grande humanidade do herói está no anti-herói, mas, esquecem-se. May Sarton, aqui não há heróis, só super-guerreiros. O herói ganha as batalhas, mas o super-guerreiro é que comanda. Fazem o mesmo caminho, mas em cavalos diferentes, e a batalha, qualquer que ela seja, faz-se com cavalos. Resta saber quem, montado no seu cavalo alado branco, chega ao castelo, escapa do dragão, salva a princesa. Herói ou Super-Guerreiro?

Qualquer que seja o livro da minha vida, a citação será a de Ávaro de Campos.

vou atirar uma bomba ao destino

Faz sentido, Carolina?

Hoje sai o PES6. Há um ano foi assim

Hoje não nos trocam as voltas, mas continuamos trocados e às voltas neste mundo.

Conversava com o meu companheiro de quarto acerca das agruras da vida. Não precisamos de mais nada senão de nos conquistarmos. Tudo o resto acontece. Contava-me da mulher da vida dele. Perdeu-a várias vezes. Sofreu em cada uma delas. Sofreu cada vez menos. Na próxima vez há-de custar ainda menos. Tenho outro amigo que diz que uma pessoa que o obrigue a escolher entre o seu caminho e ela pode continuar a andar. O caminho é só um e precisamos de nos conquistar. Tudo o resto acontece.

Desde Maio, última vez que estive em Moçambique, perdi uns 12 quilos. Ontem isso serviu para me considerarem doente, a parecer que faltava matéria na cara, e ainda consegui ser a justificação da afirmação de que os homens não se cuidam. Escuso-me de dizer porquê, mas li há pouco, já não sei onde, mas certamente a propósito de algo que não tem nada a ver com isto, que qualquer mito é construído com uma bipolaridade, herói/anti-herói, positivo/negativo.

Assim, siga pra bingo, feios, porcos e maus

Há uns tempos criei um blogue sem nome. Foi a única resposta que encontrei à eterna questão da crifra. Hoje em dia, embora seja raro, tenho posts que mais ninguém consegue visualizar. O wordpress assim o permite. Posso colocar posts com password, se quiser. Tenho optado, em vez da password, por textos que muito poucos leitores conseguirão perceber. Já me enganei. Como se o tempo fosse importante.

Instalei hoje o Firefox 2.0, rc3. Cada vez mais o melhor browser.

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