operation aborted
Tags:
Tags:
Nos Goliardos, ali bem perto da Praça da Alegria, há festa na sexta-feira. Vinho a copo ou em garrafa e outros sabores a acompanhar.
Na rua, porque o vinho também aquece, ou nem por isso. Embora pequeno, o bar é sempre acolhedor.
Porque serei um dos que estarão a abrir as garrafas, estão convidados a aparecer, todos vós, sem excepção. Porque me recuso a ficar na caixa, levem a carteira.
[se por acaso algum dos dois leitores do blogue perceber minimamente de vinho, o melhor é aparecer antes da meia noite. Sei abrir garrafas, mas não respondo a perguntas difíceis do género “mas este vinho é de que região” depois do primeiro trago (que normalmente é ao almoço). Até à meia noite há quem perceba do assunto. Podem também aproveitar para aparecer na festa de amanhã onde estarei como cliente.]
Tags:
Meditar é uma seca, não se faz nada, mas nessa inércia, na apatia mais profunda, enquanto uns vêem luz e outros adormecem há os que não fazem nada e ali ficam, quietos, a observar. Inevitavelmente, todos acabam por observar, de olhos fechados, que para meditar e dormir não há melhor, as sensações. Vão e vêm. Vão umas, vêm outras. vêem todas. Tudo relacionado com o que já sabia. A confirmação é lixada.
Tags:
Não tenho tido o hábito de assinalar os dias especiais. Não sou contra o conceito, nem a favor, já que se escreve sobre isso, mas se o blogue, por aqui, passa por diário, os dias especiais acabam por lhe passar ao lado. Há excepções, claro. Hoje a Ana faz anos e este é o seu quarto post, em quatro anos de blogue. Por, muito provavelmente, ser também o último que assinala a data, ficam os votos de parabéns e o desejo sincero de que nem o tempo nos consuma.
Tags:
Tags: Livros
Uma prenda deve permanecer, durar um pouco mais. Uma prenda deve fazer a diferença. Uma prenda deve ser isto e aquilo, toda a gente sabe. Por tudo isso deixei de ir às compras na maior parte dos aniversários e, por tudo isso, há anos, tomei a decisão de oferecer livros, só livros, nada mais que livros. Por tudo isso e por uma questão de comodidade. Faz anos? Vai um livro… pouco depois, numa adenda que não consigo encontrar nos posts anteriores, decidi que só iria oferecer livros que já tivesse lido e que, paralelamente, por uma questão de respeito, iria ler todos os livros que me oferecessem. Se há poucas resoluções de que me orgulho de ter mantido, esta não é uma delas.
Neste momento, estou a ler uns vinte livros. Alguns são livros que comprei, outros são livros que me ofereceram, mas todos comecei a ler com o intuito de acabar. Se há intenção que conta é esta. Os livros têm a sua altura para serem lidos. Ninguém quer ler a Odisseia de Homero aos 14 anos. Eu sei que nem todos a querem ler aos 30. Tenta-se de novo aos 40. Além disso os livros precisam de ser mastigados, aos poucos, devagar, e depois digeridos. Há frases que leio e que me provocam tal azia quem nem 10 caixas de rennie conseguem resolver. De alguns livros é o título da capa, mas, são poucos. Acontece que, por tudo isto e mais algumas coisas, tenho-me visto forçado a oferecer livros que não li e isso custa-me. O livro tem de fazer sentido, tem de haver algo, uma linha que seja, um rumo, uma luz, uma estrela, por muito cadente que seja. E eu tenho de saber, mesmo que seja só eu a vê-la desaparecer sempre rápido demais.
Tags:
O dia hoje não começou bem para muita gente. Não falo de mim, obviamente. Fiquei em casa enquanto o Eng. Putin seguia para Mafra e centenas de carros, senão dezenas, encontravam-se parados com o intuito de atravessar a ponte. Quem também teve intuito, mas, desconfia-se, de se matar, foi um senhor, aqui da rua onde trabalho, que se atirou, de cabeça, da janela.
Se a janela não fosse no segundo nem o vidro do carro teria partido, quanto mais a cabeça.
* título (aproximado) de um outro post com uns dois anos. Pois é, o PES 2008 está aí.
Tags:
Sempre que penso que deveria criar outro blogue, paralelo a este, volto a pensar no assunto e repito o pensamento até que a ideia se me varra da cabeça*. Não é de estranhar, por isso mesmo, que tenha chegado recentemente à conclusão de que não faz sentido criar outro blogue a propósito de maratonas, treinos e assuntos relacionados. Fica o aviso.
* também gosto desta.
Tags: Meia Maratona
Estimado, dizem eles. Já lá vamos.
Hoje, apesar de cedo, começou a época de treinos para a Meia Maratona de Lisboa. Tantos os que não acreditam ser possível que motivação não falta. Graças aos estimados amigos que me enviaram mail ontem também eu já duvido que este seja objectivo para cumprir. Mas, já aqui fiz tantas declarações de amor que ficaram por cumprir que mais uma não fará muita mossa. A mossa que fizer deixar-me-á, provavelmente, sem falar durante 10 dias. Haverá quem agradeça. Podia ser pior.
Tags: Fotos
Sem muitos considerandos acerca disto que é a motivação, de há tempos a esta parte* que tenho procurado reunir argumentos a favor de um corpo e mente mais sã.
Tenho um amigo que optou, de há tempos a esta parte*, por escrever no telemóvel como se sentia depois de ter perdido 18 quilos. Começa a engordar e lá vai ele reencontrar-se com a razão para não continuar por aí. É uma forma. Eu escolhi ter na parede do quarto um poster da Evangeline Lilly onde escrevi que “com mais de 80 quilos não há amor à primeira vista”. No verso, porque a verdade tem de importar, escrevi que “com menos de 80 quilos também não”.
Um dos meus grandes desafios na vida nunca foi apaixonar-me à primeira vista, acontece-me muito frequentemente, mas que se apaixonassem por mim à primeira vista. Depois da minha mãe, não creio que mais alguém se tivesse apaixonado por mim à primeira vista. Pensando melhor, depois da minha mãe é difícil recordar alguém que se tivesse apaixonado por mim.
O amor à primeira vista é um mistério. Imaginar-me no Chiado, por exemplo, e de repente a tal, uma dessas muitas por quem eu me apaixono diariamente, olhar para mim com olhos de eu ser o tal, um desses muito poucos por quem ela nunca se apaixonou anteriormente, é só o que posso fazer. Imaginar! Se houvesse algo que pudéssemos fazer para que o amor à primeira vista resultasse, mas não há. «Faça um curso de meditação Zen, inscreva-se no ginásio e lave os dentes!» Não acreditem. Se alguém vos disser isto, estão, de certeza, a vender banha da cobra e, no meu caso, para banha já me chega a minha. Para que o amor à primeira vista não me aconteça, normalmente, basta-me existir.
Resolvi este dilema com a certeza de que não queria que ninguém se apaixonasse por mim à primeira vista. Não quero. Alguém que se queira apaixonar por mim só depois de dois ou três dias, ou duas ou três tisanas (estou a cortar no café), ou dois ou três copos de sumo de laranja natural com uma pedra de gelo.
A última rapariga gira (tipo capa de revista, poster de parede, …) que conheci despediu-se de mim com um «gostei muito. havemos de repetir».
– Também gostei – retorqui -, mas logo se vê. Beijinhos.
Ainda não tinha acabado de descer as escadas algo me dizia que ando a levar demasiado a sério isto do amor à primeira vista. Acho que foi o barulho da porta a fechar. Neste momento, só posso dizer que, de há tempos a esta parte*, nunca mais falei com ela.
*Alguém disse isto no Forum TSF e eu senti que havia potencial para um post.