Pranchas, bota, calças, casaco, cerveja. Trouxemos tudo o que é essencial excepto o creme protector. Infelizmente, não é coisa que se alugue. Comprar? Está mais difícil do que poderia parecer. Ainda assim, mesmo com a cara a rebentar, hoje há festa e amanhã jam session.
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(A ordem das fotos pode parecer aleatória (e é!), mas só aos olhos de quem está de fora. É muito natural começar a cair antes sequer de saltar.)
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Sigo hoje para a Serra da Estrela onde vou ensinar dois amigos a andar de snowboard.
Primeira lição: como cair.
Faz sentido que esta seja a primeira lição uma vez que, nos primeiros tempos, pouco mais há a fazer senão cair. Assim sendo, e face a esta inevitabilidade, é importante sabê-lo fazer em boas condições de segurança.
É preciso atentar à cara. Não convém cair com a cara no chão para não partir os óculos. É importante, também, não partir a cara, mas, como no processo, é normal partir os óculos antes de partir a cara, se se tiver cuidado em não partir os óculos a probabilidade de não partir a cara aumenta substancialmente. Para isto, há também argumentos financeiros. É bem mais fácil substituir os óculos do que substituir a cara. Não faz sentido aproveitar uns dias na neve para fazer aquela operação plástica que sempre desejou. Há formas menos dolorosas.
Poderá haver alturas em que até é agradável ir com a cara ao chão. Para tal, convém levar a prancha para fora de pista quando a neve apresentar mais de 30cm de altura e ainda estiver virgem. No entanto, como na serra da estrela levar a prancha para fora de pista significa levar a prancha, às costas, para o carro, esta última manobra é de evitar.
(continuação do post dependente das condições meteorológicas)
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Hoje é dia de Berlim, que Gonçalo M. Tavares escreveu. O mesmo Gonçalo M. Tavares que vai estar, dia 28 de Fevereiro, a falar sobre Philip Roth. O mesmo Philip Roth que escreveu Património. O mesmo Património que foi lançado na segunda-feira.
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Depois dos 30, dizem-me, já não se pode ler On the Road, de Jack Kerouak. Não percebo, mas talvez um dia, mais velho, tenha a oportunidade de compreender porque é que não deveria ter terminado de ler aquele livro. A vida tem dessas oportunidades. Ter de passar a ponte, por exemplo, para chegar a casa, dá-nos algumas. Ontem, a mim, deu-me a oportunidade de decidir não atravessá-la, não ir para casa, e ir ver um dos filmes que estivesse a começar no Monumental. Assim fiz e estou certo que a oportunidade estaria lá caso tivesse chegado dez minutos mais cedo. No entanto, decidido que estava a não ir para casa, na procura de alternativas, corri as várias livrarias da zona. Nem todos os livros nos estão proibidos, mas, tristeza, nenhuma tinha A Estrada e Património, lançado na segunda-feira, ainda não lhes tinha chegado. Acabei por comprar Jack Kerouak, outro, que aquele não posso, e, tendo decidido comprar outro, igual, dizem que este era o último, mas, lamento-me, já tem uma hora de leitura. Assim, forçado a pedir, uma hora depois, se me embrulhava, que era para oferta, terminei a noite a ver There Will Be Blood, já sem carros na ponte.
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No domingo tivemos um american bbq, com americans, bbq sauce americano, vinho estrangeiro (português e francês), cheese cake, apple crocante com cinnamon e um whitefish dip que abriu as hostilidades e foi a estrela da noite.
Smoked Whitefish Dip
I downloaded 6 or 7 recipes from the internet and then put together my own from them. Here’s what you had the other night:
1 package (about 2 cups) of smoked cod (from Corte Ingles supermarket) or other smoked whitefish
1 package (200gr?) of Philadelphia cream cheese at room temperature
1/4 cup of sour cream
2 Tablespoons butter at room temperature
2 Tablespoons lemon juice
1-2 Tablespoons grated onion
2-4 Tablespoons of prepared horseradish (got this at the GB store in Sao Joao do Estoril)
2-3 Tablespoons of mayonnaise (optional)
Flake the fish. With a fork, mash together the fish, cream cheese and butter. Then add the other ingredients and beat together until well mixed. (add the horseradish slowly till you get the taste you want.) Cover and allow to chill a couple hours so the flavors can blend. Serve at room temperature with bread, crostini, tortilla chips or crackers.
There are other ingredients that could be included and I want to try sometime. They include parsley, garlic, Worcestershire sauce, piri-piri flakes and chopped celery. Another party, another day.
Enjoy

A receita quase que poderia resultar nesta imagem, não fosse um cold crab dip
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Mazgani apresentou ontem o seu primeiro e último album. Não que seja o último por ser o último, mas precisamente pelo contrário. Entre alguns fãs, na sala do Maxim, estavam muitos amigos de Setúbal, muitos convivas-que-não-era-bem-para-isto, duas espanholas e nós. Os amigos de Setúbal estavam emocionados, os outros a conversar, as espanholas, nas suas próprias palavras, alteradas e nós a rezar para que elas não nos caissem em cima. Em suma, foi um bom espectáculo, mais do que um concerto, mas numa sala com muito barulho de fundo e onde só faltou o “If It Be Your Will” de Leonard Cohen, que Mazgani interpretou a solo na Antena 3 na tarde de ontem, só para eu poder dizer que conheci duas das músicas. Ficará para futura oportunidade.
Esta foto poderia ter sido tirada ontem.

(foto de Sandra F.)
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Tenho uma amiga, que para efeitos de post e de realidade também é namorada, que tem, desde ontem, uma otite média aguda. Quem já teve otites talvez saiba que é um problema que afecta dramaticamente o ouvido. No entanto, talvez não saiba, ou não se lembre, se, tal como eu, a última otite que teve ainda foi no infantário. Otite é tudo menos um problema de gente grande. Ora, sendo estranho que uma pessoa quase nos trinta tenha uma otite assim de repente, mais estranho é que seja precisamente em dia de jogo grande na Luz. Ele há coisas que não lembra a ninguém. Já uma pessoa não pode estar sentada e descansada a ver o jogo como ainda tem de se levantar para ir buscar cervejas só porque a namorada não nos ouve a gritar por mais uma. Há mil e uma doenças mais apropriadas para dia de jogo grande. Em vez de ficar sem ouvir, não seria muito mais adequado ficar, por exemplo, sem falar? (Isto, obviamente, não é uma pergunta.)
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O meu conhecimento da lei vai pouco além do sopro no balão das operações stop. Talvez por isso não me admire se um dia tivermos condenados a prisão perpétua com pena suspensa.
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