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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

A partir de hoje um pouco mais de destaque ao que leio. Os posts no del.icio.us que depois serão colocados aqui.

A Venezuela tem o Hugo Chávez. Portugal tem o citador

7:39

Hoje somos todos emigrantes. Todos não somos nós, sou eu. A minha terra, não a que nos viu nascer, mas a que queremos que nos veja a crescer, não é esta. Nem é nossa, é minha. Estou emigrado, mesmo que por breves momentos, onde nasci e a festa, à distância de um telefonema, continua a ser a bússola.


desta história.
Director’s Cut.

Se depois dos 30 já não se pode ler “On the Road”*, que fazer com “When Harry Met Sally…” que me atrevi a ver este fim de semana pela primeira vez, quase 20 anos depois da estreia. Já não há citações possíveis. A não ser, talvez…

Harry Burns: No you don’t.
Sally Albright: Yes I do.
Harry Burns: No you don’t.
Sally Albright: Yes I do.
(…)
Sally Albright: They do not.
Harry Burns: Do too.
Sally Albright: They do not.
Harry Burns: Do too.

A viagem de carro é sempre a melhor fase de uma relação.

Sexual love

“(…) the poet, Layton affirmed, can find salvation only in sexual love,
a message that strongly appealed to the young Cohen. Layton was responsible
for strong-arming Cohen into the wonderful, boisterous, in-your-face world
of serious poetry, where dedication to the art was all, and all of you had
to be put into the work. The quest for bold experiences was the poet’s
finest teacher, Layton preached, and in Cohen he had a willing disciple.”
Various Positions
Ira B. Nadel

mudança

Não está longe o tempo em que havia a esperança de mudança. Longe de casa, o primeiro regresso era sempre para a frustrante aceitação de que nada mudara. A cada regresso, tudo estava como havia deixado. A cada regresso, o primeiro, nunca deixava de estar carregado da mesma esperança. Hoje em dia sei que mesmo que nada mude, nada está igual. E nem sempre é fácil habituar-me, mas sei que a mudança vem sempre para ficar. Até à próxima.

de regresso

tudo seguirá dentro de momentos

de partida

mas sempre tarde demais

No meio de tudo o que não é importante levaram-me alguns documentos de trabalho, outros pessoais, e dez anos de vida em fotografias. Redescobri assim o apego à memória, aos sentidos e às emoções, pois

In the archives of the brain our lives linger or disappear.

Ainda assim, se, de facto, o segredo da felicidade residir na capacidade de esquecer, este assalto foi um passo em frente.

Aos 16 anos fui assaltado e levaram-me todo o dinheiro que tinha. Não. Não foi todo. Negociei o dinheiro suficiente para poder apanhar o autocarro até Sesimbra. Em Maputo, aos 30 anos, fui assaltado e levaram-me o telemóvel. Negociámos os cartões SIM. Hoje em dia tem alguma piada a imagem do assaltante a meter a pistola num dos bolsos e a tirar os telemóveis do outro para nos devolver os cartões. É a humanização do roubo, olhos nos olhos.

Foi o que me levaram, em forma de Ensaio. Tudo o resto já lhes pertencia. Aqui é diferente. Em moçambique nunca fui roubado. Fui eu que dei tudo o que tinha. Há vantagens. Ninguém quer levar um livro.

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