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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Não sei em quê, mas a conferência de imprensa fazia lembrar o Forum TSF. E depois o Ricardo lembra-se de dizer que não se arrepende de nada do que faz. Fico sem perceber se é por fazer tudo bem ou se é por não se importar com o que de mal faz. Dúvida importante. Logo eu que tanto me arrependo do pouco que faço. Ou talvez não me arrependa, mas certamente faria diferente. Assim como faria diferente se o tivesse feito de outra forma. Não me arrependo. No fundo, sei que não faria diferente, pois vai tudo dar ao mesmo.

Até há cinco minutos estava convencido de que ia na quinta, depois de amanhã, para Berlim. Afinal, vou amanhã. A vida antecipada. A vida e uns quantos problemas. Todos os que ia resolver amanhã.

lucidez

Saio de um jantar de amigos com dois livros na mão. O “Ensaio sobre a Lucidez” e outro que, na contracapa, traz escrito que “para a maioria das pessoas, a vida é composta de carências, insegurança, tristeza e sofrimento.” Estranha-se que não sejam o mesmo.

assim se vai

com tanto que falta que deixei de saber o que tenho

(não sei se ler António Lobo Antunes ajuda)

Leonard

C o h e n

Quem vê e quem olha

A Canon está a promover um concurso de fotografia. Há fotos muito boas, como a da Marta, a do Miguel e a da Mónia e depois há a minha.

Pode doer um bocadinho, mas passem por lá e votem na Marta, no Miguel, na Mónia ou em mim. ou votem no Miguel, na Marta, na Mónia ou em mim. ou votem na Mónia, no Miguel, na Marta ou em mim. ou votem só em mim. Já estou por tudo.

you never know how the past will turn out*

Sobre o Budismo

It’s process of liberation through suffering “has led me to wherever I am”

A leitura que faço, actualmente, de “Various Positions”, a biografia tolerada de Leonard Cohen, pode afectar o normal funcionamento deste blogue. Até ao seu final.

Tirar o curso de socorrismo é como tirar a carta de condução. Aprendemos a meter o carro a andar, mas não saímos de lá a saber conduzir. Não ficamos imunes a acidentes, mas aprendemos a colocar o triângulo de sinalização. A grande diferença é que depois de tirar o curso de socorrismo ninguém anseia em fazer-se à estrada.

Uma entrevista sobre "Orlando Furioso", o livro que não li. Nenhuma das excelentes piadas que preparei resultou, muito embora me tivesse esforçado. Faz-me pensar que há uma razão lógica para eu não fazer stand-up: uma natural falta de piada. Acresce que não sou telegénico nem fotogénico, mas estes são, muito provavelmente, problemas etimológicos (se isto fizer algum sentido, é fazer o favor de explicar).

até já

Na última TimeOut apareço, em grande plano, numa foto que não transmite o que sou nem o que já tinha bebido. Amanhã, de manhã, vou ser filmado, de fato e gravata. Dever profissional que ainda estou a tentar delegar. À tarde, outra filmagem, sem fato, sem gravata e sem nada para dizer. Uma entrevista sobre o que não sei e cujo objectivo principal será eu parecer mais sério do que sou. Um pouco como a mulher de César, mas ao contrário. 

A semana está interessante. Vou ali desobstruir as vias aéreas de um manequim e já volto.

de dia, vamos tentar ver roazes no Sado e almoçar rodízio de peixe. amanhã.

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