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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Sabemos que estamos em Portugal quando demoramos noventa (nove zero) minutos a chegar ao escritório.

tesouro

Se ainda há tesouros, tem de existir a Lara Croft. O importante é não desistir e andar de olhos bem abertos.

The island is named after Robinson Crusoe, but perhaps it should have been called Treasure Island.
A centuries-long quest for booty from the Spanish colonial era appeared to be drawing to a close with the announcement by a group of adventurers that they had discovered an estimated 600 barrels of gold coins and Incan jewels on a remote Pacific island 650 kilometres off Chile.

Ilha de Moçambique e a casa do Gabriel.
Pão com manteiga e piri piri.
Conduzir, não bater e, nos últimos dias, não precisar de co-piloto para as indicações.
Ser mandado parar pela polícia. Argumentar.
Ser assaltado. Argumentar.
Andar de chapa durante 2h30.
Saidas à noite (Tara, Deluxe, Eagles, Feira, Gypsies, Luso). Africa é à quinta-feira. Fica para a próxima.
Jantares e almoços. Não fui ao 1908. Fica para a próxima.
A casa do Xou Director.
Ver o Benfica, a ganhar, no eagles.
O pôr do sol no Cardoso. Foi pena termos chegado atrasados.
Negociar no submundo dos batiques
Kruger
Carro avariar na S28 do Kruger
Argumentar reentrada em Moçambique para evitar novo visto. Não resultou.
O regresso a Maputo e o check-in no aeroporto.
A viagem de avião.

Com tudo isto, o que mudou?

É fácil perdermo-nos no barulho e confusão de Maputo. Os vendedores de rua são particularmente insistentes e aparecem de todos os lados. Há sempre pessoas na rua e, no nosso prédio, é normal encontrarmos, à porta, mais pessoas na conversa. É um outro mundo ao qual facilmente nos habituamos. Talvez por isso ninguém tenha estranhado que, ao entrarmos no prédio, viesse atrás de nós um pouco desse barulho e confusão. A Ana Rita estava a entrar no elevador e nós, com um olhar de relance, vimos dois homens de uns vinte e muitos anos, mas pouco ligámos e seguimos para o elevador. No mesmo instante a confusão aumentou um pouco e ficámos de olhos postos nas armas que cada um deles tinha na mão. Deu para perceber que não nos iam convidar para um copo.

Em Maputo a palavra de ordem é argumentar. Argumenta-se com os vendedores de batiques de forma a baixar o preço. Argumenta-se com a polícia para não darmos dinheiro para refresco. Argumenta-se ao longo do dia, várias vezes ao dia e, para tudo isso, só precisamos de tempo e paciência. É um jogo interessante. Depois do susto inicial recuperámos a compostura e tentámos fazer alguma coisa em relação ao que estava a acontecer. Como contra armas não há heróis, optámos pela via diplomática e começámos a argumentar. Não conseguimos ter os telemóveis de volta, mas conseguimos convencer um dos assaltantes que os cartões nos dariam algum jeito e que para eles não serviriam de nada. Então, ali mesmo à porta do prédio, já com um dos assaltantes no carro da fuga, o outro mete a arma no bolso e começa a tirar os vários cartões dos vários telemóveis. Quase deu vontade de o convidar a subir e a beber connosco um Porto. No final só o chip do argumentador mor não foi recuperado. Foi azar.

Fomos jantar a casa do Xou Director. Quando chegámos estava a Inês a tratar dos seis quilos de amêijoas e a fazer a pasta à xou director. Antes, durante a tarde, o Orlando tinha ido comprar camarão do bom ao mercado do peixe. Daquele camarão que tem muito bom aspecto quando o vemos na bancada, mas que chega a casa podre. As amêijoas que abriram estavam deliciosas. Os restantes cinco quilos seguiram o mesmo caminho que os camarões. Estava tudo a correr bem.

Cumpriu-se o ritual de ver o telejornal. Jogou-se PS2 e quinito. À meia noite, eu e o Fernando fomos para casa, pois ainda tínhamos de ultimar a apresentação do dia seguinte. O Fred e a Ana Rita vieram também e nenhum de nós estava preparado para o que se seguiria.

A máquina digital deixou de respirar na viagem de avião para cá. Façamos votos para que não seja muito grave. Façamos.

Estou de volta e a precisar de colocar algumas coisas em ordem. Vou começar por mim. Os próximos dias vão continuar a ser para Moçambique. O fim de semana, se não tomo cuidado, arrisca-se a ser em Barcelona.

Terminou o trabalho. Agora volto a estar de férias. Ainda não está certo que o nosso destino seja o Kruger. Pode ser Inhaca. Não interessa!

Nem a aventura de ontem a noite, verdadeiramente tirada de um filme, estragou o dia de hoje, nem estragará os próximos. Acerca disso escrevo depois, em Portugal.

Agora, almoço grandioso. Merecido!

Parabéns! Foi Excelente!

Depois de um vou, não vou de alguns dias parece finalmente decidido que vamos passar o fim de semana ao Kruger. Objectivo: os big five.

É melhor do que ficar em Maputo. No Kruger os animais são menos perigosos…


[hoje há jantar]

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