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Se o Pingo Doce já tem sons de Natal é porque está aberta a época de caça.

Cheguei agora, sete da manhã, e vim a testar o meu primeiro podcast no rádio do carro.

Preciso de perceber porque é que 18 dos 22 minutos ficaram sem som. De resto, fiquem descansados, os 4 minutos que sobraram foram suficientes para perceber tudo: não tem ponta por onde se lhe pegue. O programa ficou uma mistura de A Idade da Inocência com os caracóis do Marco Paulo.
Só o Dave conseguiu trazer alguma credibilidade ao projecto quando sussurra um You come crash into me / And I come into you.

Assim que conseguir resolver o problema dos 4 minutos que ainda ficaram com som nascerá o meu primeiro podcast.

Nota: Para perceberem o que estava a querer dizer quanto aos caracóis do Marco… dá para nos perdermos.

Goooooooood morning, Vietnam! Hey, this is not a test! This is rock and roll! Time to rock it from the Delta to the D.M.Z.!

– Foste tu que fizeste isto?
– Yep!
– Impossível!! Mentira! Foste tu que fizeste isto?!
– Fui.
– olha que à segunda já não vale mentir*…

Depois deste elogio ao polvo à inesperado, que cozinhei ontem ao jantar, decidi que está na hora de começar a escrever sobre culinária. Começo esta primeira crónica, agora que ela se aproxima vertiginosamente do fim, pelo aspecto mais importante num jantar: o que beber.
Normalmente o grande dilema nos jantares que organizo não é tanto a qualidade, mas sim a quantidade do que se bebe. Mas nem por isso a bebida deixa de ser um aspecto muito relevante. Quanto mais álcool circular no sangue dos convivas mais facilmente a comida escorrega e mais saborosa é. É. Há alturas, contudo, em que deveremos privilegiar a qualidade. Hoje, por exemplo, na falta de melhor companhia, trouxe comigo um Duas Quintas para poder trocar dois copos de conversa. Não se está a portar mal. Só não está a durar muito…

*Para quem não sabe, a primeira pergunta nunca conta. Para ter a certeza é sempre preciso perguntar duas vezes. Não é pela mentira, mas, na vida, há sempre espaço para a brincadeira, por muito parva que seja. À segunda pergunta já não vale mentir nem brincar. Isto vale sempre e quem não cumpre há-de ter sete anos sem que ninguém relevante visite o seu blogue. Ainda tenho seis anos pela frente. (não sei se repararam, mas eu disse seis, na última frase, e não sete)

Marrocos .2

Marrocos - Sources de l’oum-er-Rbia

Marrocos - Sources de l’oum-er-Rbia

Marrocos - Sources de l’oum-er-Rbia

Sources de l’oum-er-Rbia

desencontros

conheceram-se e
casaram

hoje não sabem onde se perderam

por aí…

A Margarida começou assim, em 2003.

queria ter o sol só para mim, tê-lo de forma a dele poder
de vez em quando ceder parte apenas a um dos meus mais íntimos amigos.

Luís Miguel Nava

Vale sempre a pena.

outro filme

ela era a mulher de uma vida

mas a vida não era a dele

Albert Einstein terá, alegadamente, dito que se os factos não cabem na teoria, muda os factos.
Como na vida.

mania

do Lat. mania < Gr. manía, loucura

s. f.,
espécie de perturbação ou excitação caracterizada por aferro a uma ideia fixa;

fig.,
mau costume;
excentricidade;
esquisitice;
extravagância;
desejo imoderado, excessivo.

Marioneta

Não sou poeta. Só tenho a mania.

Fado .1

Almas vencidas
Noites perdidas
Sombras bizarras
Na Mouraria
Canta um rufia
Choram guitarras
Amor ciúme
Cinzas e lime
Dor e pecado
Tudo isto existe
Tudo isto é triste
Tudo isto é fado

Tudo isto é fado
(Aníbal Nazaré/Fernando Carvalho)

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