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Arquivos da categoria 'Arrecadação'

Que livro .1

Por enquanto a participação está aquém das expectativas. O mau tempo tem sido apresentado como a causa mais provável para a pouca afluência às urnas. A Mancha Humana lidera com 66%. Um dos dois votos é meu.

Sesimbra tem um jardim. Sesimbra até pode ter mais do que um jardim, mas, repito, Sesimbra tem um jardim. Quando combinamos junto ao jardim não é preciso explicar qual. Não sei se Sesimbra tem mais do que um jardim, sei que Sesimbra tem um jardim. Encontramo-nos no jardim? Em frente à estátua? Não, na geladaria.

Antes de saber ler e escrever já sabia que o jardim, em Sesimbra, tinha uma estátua. Talvez não tivesse reparado se não me chamassem a atenção de todas as vezes que, de carro, por lá passávamos. Antes de saber ler e escrever não me lembro se já teria passeado pelo jardim. Já sabia o que era uma estátua, certamente que sim. Antes de saber ler e escrever sabia que em 1789 tinha havido uma revolução algures em França. Não sei se sabia o que era uma revolução, nem onde seria essa tal de França, mas já tinha ouvido falar de Danton (francês oblige). Antes de saber ler e escrever sabia o que Danton tinha dito e que estava escrito na estátua do jardim de Sesimbra.

Há umas semanas passei no jardim e fui certificar-me que as palavras, que trago comigo mesmo antes de saber ler e escrever, estão lá.
Estão.
A frase é a mesma que já conhecia antes de saber ler e escrever.

Já não há surpresas.

Depois do pão a eduação é a primeira necessidade dos povos, é como me recordo.
Après le pain, l’éducation est le premier besoin d’un peuple é como surge na Wikipedia.

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curtas

Portageiro: boa tarde
Condutor: Olá! Permita-me esta pergunta. Há aí uma cooperativa de vinhos…
Portageiro: há uma, capataz?
Condutor: é essa
Portageiro: eu não conheço… mas… já ouvi falar. mas a saída não é esta. É aveiras. Depois segue sempre em frente e na primeira rotunda segue em frente até ver um pavilhão. Não vira na primeira. vira depois a esquerda.
condutor: obrigado
Portageiro: dê aí a volta…

poucas coisa poderiam ter corrido melhor. algumas, mas poucas.

Hoje

Sair do escritório às 23h30 para acordar os 05h45 do dia seguinte, adormecer e acordar às 6h22 sem saber bem como ou porquê, fazer a barba, ou quase, tomar banho, ou quase, vestir, ainda tenho de ir ver ao carro que camisa e gravata trouxe, e sair de casa enquanto tentamos perceber o que aconteceu, ligar o rádio para ouvir que ouve um acidente na autoestrada, abrir a janela e atirar a lei de murphy borda fora.
Volto ao final do dia.

Jessep: You want answers?
Kaffee : I think I’m entitled to them.
Jessep: You want answers?
Kaffee: I want the truth!
Jessep: You can’t handle the truth! Son, we live in a world that has walls. And those walls have to be guarded by men with guns. Who’s gonna do it? You? You, Lt. Weinberg? I have a greater responsibility than you can possibly fathom. You weep for Santiago and you curse the Marines. You have that luxury. You have the luxury of not knowing what I know: that Santiago’s death, while tragic, probably saved lives. And my existence, while grotesque and incomprehensible to you, saves lives…You don’t want the truth. Because deep down, in places you don’t talk about at parties, you want me on that wall. You need me on that wall.
We use words like honor, code, loyalty…we use these words as the backbone to a life spent defending something. You use ‘em as a punchline. I have neither the time nor the inclination to explain myself to a man who rises and sleeps under the blanket of the very freedom I provide, then questions the manner in which I provide it! I’d rather you just said thank you and went on your way. Otherwise, I suggest you pick up a weapon and stand a post. Either way, I don’t give a damn what you think you’re entitled to!
Kaffee: Did you order the code red?
Jessep: I did the job you sent me to do.
Kaffee: Did you order the code red?
Jessep: You’re goddamn right I did!!

A Few Good Men

Penalty

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Wanted .2

Dia 16 já tenho que fazer.

Escritor inglês David Lodge lança obra em Lisboa

A 16 de Novembro, o escritor tem encontro marcado com os leitores no Teatro Nacional D.Maria II, para falar do novo livro e dos anteriores volumes editados em Portugal.

Fazes-me isto por mim? Faço, e não espero nada em troca.

Deve haver algo de muito sublime em não esperar nada dos outros. Não me interessam os favores, a parte fácil, mas sim as pessoas. Deve haver algo de muito sublime em darmo-nos a alguém sem esperar nada em troca.

Eu não consigo. Espero sempre. Nem que seja num banco de jardim.

ele não esperava nada dela
até ao dia em que ela deixou de esperar por ele

Wanted

Wanted!!

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