acasos e coincidências
Tags: Poesia
Nunca sangrei uma lágrima a ver um filme.
Ontem, recordei-me desse facto, tão perto que lá estive. Resisti estoicamente e fui-me deitar. Nestas altura o melhor é fingir que nada aconteceu e que nem esteve para acontecer. Agora, que escrevo acerca de acasos e coincidências, voltei a lembrar-me disso mesmo. Não das lágrimas, que não interessam muito ao tema, mas do filme. O companheiro amigo palhaço, actor principal de uma história de amor, num momento em que o filme atinge um clímax, atira uma pérola ao ar: “When I think of why I make pictures, the reason that I can come up with just seems that I’ve been making my way here. It seems right now that all I’ve ever done in my life is making my way here to you.”
(dois minutos para respirar e voltar a ler a frase)
Estava a brincar em relação ao clímax do filme. Esta foi a parte cómica. Não chorei e só não me ri por um mero acaso, mais um. Palhaçadas destas também eu consigo dizer assim de repente, pensei, sem sequer precisar de trabalhar muito nisso. E digo. Depois rio-me e ela também se ri, diz que gosta da minha poesia barata, ou qualquer coisa do género que não me dignifique muito, e eu insisto com um “verdaaaaadee…. és o meu destino” enquanto lhe roubo mais um beijo.
(isto de ‘roubar um beijo’ foi só para quem duvidava que eu conseguisse dizer ou escrever parolices…)
Nem o homem nem a mulher podem ser insensíveis a palhaçadas lamechas com estilo. A mim falta-me o estilo, mas não sou insensível. Rio-me sempre.
Os acasos e coincidências existem e, permitam-me o desabafo, ainda bem. Não tenho qualquer dúvida que encontrei as pessoas mais interessantes que conheço por um mero acaso. E, permitam-me mais uma vez, também já tive as mais felizes coincidências, mas, independentemente da nossa vida ser fruto do acaso, que é, seja tolo quem julga poder controlar o seu destino. Seja! E só o apaixonado se lembra de atribuir especial valor ao acaso e de agradecer ao destino ter encontrado o seu sonho de vida. O destino não se agradece, vive-se. E acontece. O destino acontece. O sonho, esse grande patife, é um mito.
Seja!
Eu, pelo que me toca, fico satisfeito por nunca ter chorado num filme. Todas as lágrimas são preciosas quando se chora o amor de uma vida. Mesmo aquele que nos atinge por acaso.
para deixar os meus votos de boas festas e um beijo…
Por acaso, digo-te uma coisa! Muita mulher deves tu engatar com este blog…
o blog é só uma parte deste homem maravilhoso.
eu. sou fã.
Carlota, que coincidência falares nisso… por acaso…
… não! :)
Fã, a maravilha está dentro de cada um de nós. dentro.
dentro de si ou dentro de mim?
Fã, sozinho não sou matéria. Sozinho não sou nada.
Dentro de si, obviamente.
Eu, por acaso, também nunca sangrei uma lágrima a ver um filme… Por acaso? não! porque não me permiti tal envolvência! Por acaso também encontrei este ano as pessoas mais interessantes que conheço… Por acaso? não! porque desta vez me permiti tal envolvência! Por acaso comecei a ler este blog… Por acaso? não! porque o meu primo me disse! (eheheh)
Não acho que o acaso seja merecedor do mérito de muitas coisas boas que me acontecem…
Não era por acaso que te via como um mero conhecido… Não foi por acaso que passei a achar-te meio estranho e não é por acaso que agora te acho um querido…
Muitos devem pensar como eu e acredita que não é mera coincidência!!!
apaixonam-se pelo teu blog.
acham-te um querido.
és um sucesso.
e mereces.
[és lindo]
Tititi, minha coisa mai boa…
assim de repentemente, é impressão minha, ou anda por aí passarinho verde…? Hein!? Feeling blue?
Anyway, que coincidência bonita a nossa. A Net é uma coisa maravilhosa. Atreve-te a desaparecer! Venho de Londres e dou-te umas grandes nalgadas, um grande tau tau…
Chuac!
Vou ter de regressar aos posts indecifraveis. :)
o tiago gosta de tau tau?