se um dia te cruzares comigo na rua
e não souberes quem sou
não me perguntes as horas
o tempo para nós parou
não pares mas passa devagar
hoje amanheceu galhos, zéfiros
e dedos róseos na orla móvel
e Amanhã o sol há-de brilhar
Espirro cá para fora
a raiva de estar assim.
Simples? Sem ambiguidades?
Não me tenho.
Não estou em mim.