A idade torna-nos mais exigentes. Queremos beber menos, mas melhor. Demoramos mais tempo com o vinho no copo. Ninguém tem pressa quando tem o que quer. Continuamos a beijar, mas só repetimos se for bom. Beijamos de olhos abertos na esperança de que essa imagem nos faça sentir, um dia em que o vinho seja mau e já não tenhamos o gosto de um bom beijo na boca, o mesmo arrepio na espinha. Um bom beijo acaba sempre cedo demais.
A idade, normalmente, permite-nos beber menos, e melhor. Há tantos vinhos bons, que até vendem. Um bom beijo é mais difícil de encontrar e, talvez por isso, não sei, sai sempre mais caro que um bom vinho.
ouve cá, tiago, és um bakano. mas deves cortar essa onda. abre o mundo, respira-o mais e terás uma recompensa gratificante. cuidado com o vinho, nem sempre as musas de baco sopram na direcção ideal
Ovídio, se aprendi alguma coisa nesta vida foi a confiar no vinho. No vintage, claro!