Objectivos .1
Tags: Natal
Há uns anos, ainda na universidade, o primeiro plano que marketing que fizemos foi para o Zé (há sempre um Zé e chama-se sempre Zé) conquistar a Maria (há sempre uma Maria… ou mais). Análise às tendências do mercado, análise SWOT, concorrência, factores críticos de sucesso, estratégia e objectivos (também financeiros)… estava lá tudo e de forma tão profissional que tal empreendimento só poderia ter acabado mal. Contudo, insistimos e continuámos nos planos. Temos planos para tudo, temos objectivos. Temos sempre objectivos. Por isso, não é de estranhar que, até neste Natal, o jantar seja diferente.
Dentro do nosso espírito de partilha, em vez de presentes ,…. tcham tcham tcham tcham…. tragam um objectivo vosso para 2007! Sentados à roda, entre uma broa e um cházinho :-) vamos ver os objectivos de cada um.
já estive mais longe
Tags: Natal
Este ano antes do “Jantar de Natal” já terei tido mais três ou quatro outros. A patuscada do emigrante no Bairro Alto aumenta a conta. Sábado, para começar bem a época natalícia, vou a Alvalade para a primeira ceia. Uma Bifana e uma imperial, se faz favor. Um dia destes, sair de lá com um presente debaixo do braço, faço-me sócio. Já estive mais longe. Chego sexta.
Mercado do Pau
Tags: Natal

Afinal fui às compras. É nesta altura que percebo a falta que faz uma mulher. Perante a dificuldade da escolha dei por mim a regatear por tudo o que queria e por tudo o que não queria. O resultado foi desastroso. Fiquei sem dinheiro e com prendas que devem dar até ao próximo Natal. Devia ter ido para a Inhaca hoje.
O meu presente de Natal vai ser chuva, muita chuva, frio e a lareira acesa. Não me atrevo a pedir mais nem a elaborar este cenário. Ponto. Como sempre, como se nada desejasse. Para confundir quem pensa que percebeu, o estágio começa este fim de semana.
Grand Finale
Tags: Natal
Terminar relações é uma arte. Uma arte que eu não domino, seja dito. A primeira vez que terminei uma relação amorosa, numa outra vida, cometi o pecado capital de quem termina relações.
Acabamos, mas podemos continuar, quando vieres cá ao fim de semana, a estar juntos
Básico. Mas éramos pequeninos… (é importante existir sempre um mas…)
Desde então aprendi que se depois da tempestade vem a bonança, depois do fim a bonança raramente vem na forma de beijinhos e vaselina. Na melhor das hipoteses a bonança vem e ponto final.
A minha segunda fase passou por não admitir nada que me pudesse comprometer.
– porquê?
– Porque… é que… olha, porque… sabes que às vezes…
Esta estratégia saiu gorada porque as perguntas passam a perseguir-nos e as respostas a atormentar-nos. Foi a partir desta fase que comecei a ser aconselhado a frequentar psicólogos e a tomar comprimidos para as enxaquecas (que ainda hoje tenho).
Há sempre a opção de nos revoltarmos. Também já me aconteceu.
Porque te (tornaste) és (n)isto e (n)aquilo [definir muito bem o isto e aquilo] e já não me dizes nada. Ponto.
O tempo verbal é muito importante nesta estratégia. O tornaste permite-nos acrescentar frases moralistas, mesmo decrépitas, e salvaguardar a nossa honra e bom nome. Não eras assim… tornaste-te.
Depois podemos acabar, não revoltados, zangados. A zanga permite sermos maus sem o espírito toldado pela revolta. Conseguimos ser maus só pelo prazer de ser.
Por isso, acho que ate ao natal é melhor não nos vermos. E nem me chateies com Avante faxafor pq eu já não tenho pachorra pra aquilo, só lá vou pelas barraquinhas e pelo gajo que canta o bairro do amor – um bairro q tu não conheces!!!!!!!
Podemos ainda acabar por sms ou email, mas não é algo sobre o qual possa dissertar. A minha experiência ainda não me permite. Só por blogue…
Grande aniversário. Há meses que não via o programa e hoje nem consegui aproveitar o intervalo da uma da manhã para desligar a televisão e ir deitar-me.
Ouvi o Carlos do Carmo, o Rui Veloso e outros a cantar antigos sucessos.
O Mário Crespo também cantou e o Milhazes veio do frio.
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Revi a Melga Shop e o Mike.
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Sr. Feliz e Sr. Contente com Nicolau Breyner.
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A Mariza a cantou esta música. Fabuloso.
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Vitor de Sousa, Boris Vian e os os problemas do existencialismo francês.
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Devia ter ido deitar-me à uma da manhã
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Nem todos os presentes têm graça
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Vou
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(Fica o som de uma das minhas primeiras memórias do Herman, no Natal dos Hospitais. )
Susana, Tu és muito esperta…
(1) começas por, de mansinho, meter o link durante uns tempos no + destaque daquela forma escandalosamente ordinária àcerca da qual já tive oportunidade de me referir…
(2) depois, certa de que seria imoral recusar-te tal pedido, metes o ‘se me permite’ e ainda dizes que sou livre de recusar cordialmente…
(3) acrescenta ainda a forte probabilidade de termos andado na mesma escola secundária…
Tu és muito esperta…
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5 hábitos distintivos?…
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1) deixar as compras de Natal para o dia 24 de Dezembro (incorrígivel, mas como é só uma vez por ano…)
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2) acumular facturas de restaurantes, portagens, notas, moedas, caixas de pastilhas, etc… indiscriminadamente pelo porta luvas do carro, bolsos dos casacos, bolsos das calças, secretária, etc, etc, etc, … (incorrígivel)
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3) passar as mãos pela cara, esfregar a cara – mesmo sabendo que fico cheio de riscos vermelhos (dermografismo) (incorrígivel)
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4) brincar com os talheres enquanto como e converso ao mesmo tempo – tipo, apontar os talheres à pessoa com quem estou a falar (tempos idos… não conta)
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5) ter sempre uma muda de roupa na bagageira do carro não vá o diabo tecê-las… (não é sempre… ainda recentemente teria dado jeito e… chapéu)
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6) secador de cabelo para aquecer a cama… (também já não conta…)
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7) Cozinhar e ir deixando tudo espalhado pela bancada da cozinha: as cascas dos ovos, as embalagens do alimentos, etc, etc, etc, …
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8) comprar calças ligeiramente curtas (já despedi o moço das baínhas…)
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NR: (1) Agradeço à Sheila a colaboração. A lista que fez das minhas manias era interminável… (2) Desde já me recuso, cordialmente, a responder a qualquer outro questionário que me seja dirigido… esta excepção já foi cabalmente justificada. (3) Como não vou passar a ninguém também não meto o regulamento.
o gosto dos dias
Tags: Natal
Gosto dos dias. Gosto do dia de S. António. Gosto do dia de Natal. Gosto do dia de Carnaval. Gosto do meu dia de aniversário. Gosto do dia dos namorados. Gosto de muitos dos dias que, volta e meia, são comemorados no mundo que não é só nosso. Nesses dias, faço juz ao zodíaco e vou atrás da carneirada… S. António leva-me aos bairros de Lisboa. Passo o Natal com a família e amigos. No carnaval ando mascarado. Dia de anos é como o Natal, família e amigos. Amanhã, dia de S. Valentim, é com a precious one.
Esta é a norma. Infelizmente nem sempre consigo sair na noite de S. António. Nem em todos os Natais se consegue juntar a família e amigos. Nem sempre saio no carnaval e já houve aniversários que não comemorei. Nem sempre é possivel passar o dia dos namorados com quem se ama.
Sem drama e sem stress. O gosto dos dias nunca se esgota neles próprios.
Natal .5
Tags: Eugénio de Andrade, Natal
Amanhã saberei em que regaço
as palavras se dispôem a dormir.
Rente à Fala
Eugénio de Andrade
O primeiro livro da literatura europeia.
“Canta, ó Deusa, a cólera de Aquiles (…)“