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Há uma altura da vida em que o que faz a força são os números. No recreio da escola, por exemplo, ninguém ameaça alguém com o amigo. Isto é informação básica com a qual já nascemos. Alguém que não meta os amigos, todos, e ainda alguns do bairro amarelo, “porque que eu conheço lá não sei quem”, e da escola do Pragal e mais não sei o quê, que a malta de almada é que é má, está lixado. Eu, que nunca tive números muito grandes para mostrar, tive de optar por passar mais vezes despercebido. Nunca ameacei ninguém, nem me escondi, atrás dos meus amigos. A verdade é que eu tenho poucos amigos, mas há um que é irmão. É assim que tem acontecido. É mais novo, é mais baixo e foi quem me impediu, mais do que uma vez, de me meter em sarilhos.

Entretanto crescemos e os amigos, enquanto barreira protectora ou ameaça temerosa, deixam de fazer sentido. A todos nós, uns mais tarde, talvez, mas acredito que a todos nós chega esse momento. Esse é o glorioso momento dos advogados e, tal como no recreio, alguém que não meta os advogados, todos, e ainda mais alguns do escritório x “porque eu conheço lá não sei quem”, e da escola do Pragal e mais não sei o quê, que a malta dos advogados de Almada (Almada dá sempre jeito nas ameaças) é que é má, está lixado. Eu, que continuo sem grandes números para mostrar, continuo a passar despercebido. Para o futuro há-de ficar que conheço poucos advogados, mas há um que é irmão.

A vida continua até percebermos que nunca foi uma questão de números.

  • Um finlandês dizia na TSF que veio para Portugal por causa do tempo, do windsurf e “por outras coisas que não posso dizer aqui em directo”.
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  • (isto do blogue) Por vezes é como um jogo do gato e do rato. O rato sou eu, mas não é o gato que bate à porta.
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Now I’ve heard there was a secret chord
That David played, and it pleased the Lord
But you don’t really care for music, do you?

(não são alternativa)

milestone

Casa das Enguias, Lançada, dia 2.

Já deverá funcionar para todos. Sem comentários…
Operation Aborted

são
estas

Nos Goliardos, ali bem perto da Praça da Alegria, há festa na sexta-feira. Vinho a copo ou em garrafa e outros sabores a acompanhar.

Na rua, porque o vinho também aquece, ou nem por isso. Embora pequeno, o bar é sempre acolhedor.

Porque serei um dos que estarão a abrir as garrafas, estão convidados a aparecer, todos vós, sem excepção. Porque me recuso a ficar na caixa, levem a carteira.

[se por acaso algum dos dois leitores do blogue perceber minimamente de vinho, o melhor é aparecer antes da meia noite. Sei abrir garrafas, mas não respondo a perguntas difíceis do género “mas este vinho é de que região” depois do primeiro trago (que normalmente é ao almoço). Até à meia noite há quem perceba do assunto. Podem também aproveitar para aparecer na festa de amanhã onde estarei como cliente.]

O blog d’Os Goliardos

Meditar é uma seca, não se faz nada, mas nessa inércia, na apatia mais profunda, enquanto uns vêem luz e outros adormecem há os que não fazem nada e ali ficam, quietos, a observar. Inevitavelmente, todos acabam por observar, de olhos fechados, que para meditar e dormir não há melhor, as sensações. Vão e vêm. Vão umas, vêm outras. vêem todas. Tudo relacionado com o que já sabia. A confirmação é lixada.

Claro que houve uma história para esta música que já não ouvia há mais de quinze anos. Há sempre histórias.

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