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Nas últimas semanas vi-me forçado, face à gula que carregava, a visitar dois dos restaurante que trazia na carteira há alguns meses como “preciso de ir lá ver como é que é”. O Ramiro, muito bom, faz competição directa ao Rodinhas em Sesimbra. Hei-de lá voltar quando não estiver em Sesimbra ou quando me apetecer uns camarões que, pelo aspecto, são cozinhados como em Moçambique. Duas garrafas de vinho não chegaram para estragar o marisco que comemos, o que é de louvar. O Sete Mares, que estava referenciado como tendo o melhor leitão de Lisboa, confirmou tudo e ainda mais alguma coisa. O leitão é mesmo o melhor de Lisboa, mesmo sendo o único que conheço, é óptimo, e o queijo da serra uma maravilha. Não tinha leite creme, uma chatice. Fica a nota que só lá hei-de voltar para comer leitão. Domingo, para memória futura, para a de domingo, não me posso esquecer, serão enguias ali para os lados do Montijo. Hoje é sushi. Eu tenho uma boa relação com o shushi. Eu não digo mal dele e ele não se me apresenta como alternativa gastronómica com demasiada frequência. Toleramo-nos. Não é que não goste de sushi, gosto, mas gosto mais quando há alternativas. Por exemplo, sushi com pataniscas de bacalhau. Porque não? Sempre que como pataniscas de bacalhau, por muito maladrinho que esteja o arroz de feijão, sinto sempre a falta algo. Talvez seja esse o segredo. Pernil assado no forno com sashimi? Favas guisadas com entrecosto e tempura? (…) Já que esta é a minha primeira a última crítica gastronómica, não posso terminar sem uma palavra de apreço para esse grande vulto da gastronomia portuguesa que é a lampreia. Nunca comi, fica mais esta nota, e 2008 está-lhe reservado. Até lá, hoje é sushi. Adoro. Isso e croquetes.

vida regrada

Se no domingo passado acordei com a cabeça feita num oito e fiz um treino de 15 km, porque é que neste domingo não hei-de conseguir fazer 21 km?
Tinha planeado correr 40 minutos na quarta, comer regradamente durante toda a semana, levar uma vida pacata, deitar-me cedo, acordar mais cedo, ler, escrever e trabalhar. Trabalhei, menos mal, mas a festa ainda não acabou. Deram-me um bilhete para o Benfica – Porto de Sábado. Vai ser uma chatice acordar no domingo às 7h00, mas aposto que, se lá chegar, o almoço me vai-me saber-me muito bem.

Ryszard Kapuscinski
Ryszard Kapucinski

  • Domingo serão muito poucos aqueles que, correndo a meia maratona, chegarão depois de mim. Chegar ao fim dá direito a festa. Não chegar em último será uma vitória. Fazer os vinte e um quilómetros em menos de duas horas e dez minutos será mais difícil.
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  • Ando a evitar o Animal Moribundo de Philip Roth. Não sei se quero saber.
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  • com este novo template tenho posts que não passam sequer pela casa de partida. este, por exemplo.
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Tenho um dicionário de sinónimos na mesa de cabeceira.

A má notícia: leio-o.
A pior notícia: gosto.

a lista

Talvez só eu repare que não tenho a lista dos blogues que leio, dos blogues que gosto de ler, dos blogues que li ou dos blogues de quem conheço. Durante algum tempo, a lista foi dos blogues das pessoas que conheço, depois alargada aos blogues de todos os que me visitavam ou comentavam e, mais tarde, uma amálgama de nomes sem sentido, na qual nunca me revi. Uma lista em pantanas. Perdi-lhe o rasto e só hoje lhe senti a falta. Leio este blogue. Fica o aviso. A lista, um dia, há-de voltar.

Ontem comprei um livro que não queria para uma viagem que não vou fazer. Desejos de boa viagem que agradeci com um sorriso que não tinha. É fácil perceber. Hoje fui duas vezes ao aeroporto. Os sorrisos de quem parte e a excitação miúda que não se disfarça na voz não são fáceis de fingir. Fui apanhado, de certeza. Logo eu. Sou sempre apanhado.

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