I saw Mommy kissing Santa Claus
Underneath the mistletoe last night.
She didn’t see me creep
Down the stairs to have a peep;
She thought that I was tucked up
in my bedroom fast asleep.
Then, I saw Mommy tickle Santa Claus
Underneath his beard so snowy white;
Oh, what a laugh it would have been
If Daddy had only seen
Mommy kissing Santa Claus last night.
[deve ser isto uma relação demasiado empenhada para se lhe chamar adultério]
Se não sabem, deviam saber, os gatos são muito boa companhia. Se não sabem, ficam a saber, os gatos podem passar o dia sozinhos, nem se queixam, que à noite, como se todo o abandono fosse natural, enrolam-se nas nossas pernas, pedem mimos e dão “pequenas lambidelas de amor”**. Os gatos são uns tristes e uns panhonhas***. Eu adoro gatos, os dos outros; e os outros estão desamparados, deprimidos ou simplesmente a precisar de companhia. Eu, em momentos desses, que todos os temos, por uma questão de princípio, nunca me virei para os gatos. O princípio é o da não resignação. Alguém que leva um gato para casa porque se sente só resigna-se perante a solidão. Há excepções, claro. Há uns tempos, durante algum tempo, que isto com o tempo não convém ser muito preciso, andei a sair com uma rapariga linda de morrer, e isto convém precisar, até porque ela lê o blogue, que, é bom que acreditem, duas semanas depois de me conhecer, decidiu levar um gato para casa. Nesse momento percebi que há quem seja solitário, mas também há quem traga solidão. Hoje em dia continuamos a sair juntos, mas nunca mais a vi.
* e é quase tudo mentira.
** não fui eu que pensei isto. hei-de negar até à morte. ouvi… alguém disse e eu escrevi.
*** isto sim, já posso ter sido eu.
Corri os 21.1 km em 1h59m e alguns segundos (os 29 segundos do nike+ não estão em sintonia com os 54 segundos do cronómetro que levei no pulso, mas, o que interessa, estão ambos abaixo das duas horas). Em 21100 metros o nike+ contou menos 190 metros e também isso é desprezável. Aliás, tudo é desprezável. Cheguei ao fim.
A Casa das Enguias continua igual a si mesma. É um restaurante enorme, barulhento, sempre cheio, e com enguias fritas, e ensopado de enguias e arroz de berbigão. Não é preciso dizer muito mais. Está sempre cheio. Estava da última vez que lá fui, há mais de dez anos, e estava ontem.
Há em Sesimbra uma tasca que o deixou de ser, mas que continua com peixe muito bom. A tasca que, repito, já não o é, chama-se Lobo do Mar, fica junto ao porto de abrigo e não tem menu. O cardápio para o prato principal é o peixe fresco em exposição; para a sobremesa é diferente. Ide até lá. Pelo peixe, vale a pena. Parece ter uma caldeirada deliciosa, mas que é preciso encomendar.
O processo de catalogar as experiências para mais tarde as poder recordar não colabora. Por exemplo, adoro favas. Na última vez que fui comer favas fiquei dois dias a fazer-lhes a digestão. Estes dois dias são fundamentais para que eu dificilmente esqueça a experiência. O problema do sushi é que nunca chega sequer ao pequeno almoço do dia seguinte. Aliás, eu acho que emagreço a cada sashimi que como.
Eu gosto de sushi, mas não me lembrava. Só isso.
Há restaurantes de sushi que têm biombos para os seus clientes. A meu ver, e porque ninguém precisa de privacidade para comer sushi, ou é para levar namorada ou um saco com o farnel. Hoje vou descobrir.