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83/84/85


WarGames (1983)


Ghost Busters (1984)


The Neverending Story (1984)


Gremlins (1984)


The Goonies (1985)

Património, de Philip Roth, não é um livro que se leia com gosto. Felizmente, digo eu, não é o primeiro. Em todos os livros, Philip Roth consegue fazer acreditar que é possível que assim seja, assim como ele escreveu, com dor, com desespero e angústia, com medo. A desgraça humana, o farrapo que somos, a verdade, acreditamos, está lá toda. O fim dos dias. O fim dos nossos dias. Este livro, contudo, tem a particularidade de falar verdade. Há pouco espaço para a ficção. A história é a do pai, dos seus últimos dias, por muitos ainda venham a ser, contada a partir do momento em que lhe é diagnosticado a doença que não tinha. A história do princípio do fim, ficamos a saber na primeira frase. Se com os outros livros acreditamos na verdade, ainda que com algum espaço para a dúvida, com algum espaço para a fé, com este nem nos damos ao trabalho. Não há esperança. Para ninguém.

Este seria mais um post destinado ao lixo não fosse a receita à qual cheguei depois de ler que Leonard Cohen vai para o Rock and Roll Hall of Fame (atenção!, começam a sair algumas das datas da digressão de Leonard Cohen irá realizar este ano). Vem também a propósito de umas palavras que escrevi ontem sobre parte da minha curta existência em Moçambique.

A casa do Alex, por exemplo, não podia ir sem tempo. Deixava-lhe o carro a arranjar, mas isso era um pormenor insignificante. Havia sempre chá e, mais do que uma vez, comida. Num sábado, quase que estava a regressar a Portugal, fez-se um almoço, um dos almoços do Alex que começam cedo e acabam tarde. Peixe e carne, para que todos se pudessem servir três e quatro vezes, arroz, batatas, salada, sobremesa e, antes de tudo isso, Chumus, Hummus, Oumos ou Humus: uma pasta de grão-de-bico, fácil de fazer, de origem líbanesa, tal como ele.

e assim continuo

No mercado de Viena, no Naschmarkt, Chumus, Hummus, Oumos ou Humus existe em cada esquina, em cada montra e ali, neste fim de semana, regressei outra vez a Maputo. O Alex há-de continuar por lá, a vida está diferente, que as amizades nem sempre duram, mas o Chumus, Hummus, Oumos ou Humus, também um dia que o faça eu, será sempre dele (frase muito ranhosa!).

A Bimby é que deve fazer um bom Chumus, Hummus, Oumos ou Humus.

Wiener schnitzel
Wiener schnitzel

Tafelspitz
Tafelspitz (esta estava um bocado má)

Apfelstrudel
Apfelstrudel com vanilla sauce

2008-02-23 Viena (171)
(?!)

  • Juno: um filme bonito.
    (0) | #

Patrimonio Philip Roth Já comprei o último livro de Philip Roth lançado em Portugal.

Património é mais uma dor que se alastra e permanece. Dizem, e aí tenho de ficar pelo que me dizem, que um escritor escreve sobre o que é e que a ficção nunca é senão parte da nossa realidade. Em Património, Philip Roth não tem de ficcionar uma história verdadeira de tal forma a que ela deixe de o ser para continuar a ser. A história é simples e é sua. Um familiar. Cancro. E todos nós, algures no tempo.

Agenda

Hoje é dia de Berlim, que Gonçalo M. Tavares escreveu. O mesmo Gonçalo M. Tavares que vai estar, dia 28 de Fevereiro, a falar sobre Philip Roth. O mesmo Philip Roth que escreveu Património. O mesmo Património que foi lançado na segunda-feira.

on the road

Depois dos 30, dizem-me, já não se pode ler On the Road, de Jack Kerouak. Não percebo, mas talvez um dia, mais velho, tenha a oportunidade de compreender porque é que não deveria ter terminado de ler aquele livro. A vida tem dessas oportunidades. Ter de passar a ponte, por exemplo, para chegar a casa, dá-nos algumas. Ontem, a mim, deu-me a oportunidade de decidir não atravessá-la, não ir para casa, e ir ver um dos filmes que estivesse a começar no Monumental. Assim fiz e estou certo que a oportunidade estaria lá caso tivesse chegado dez minutos mais cedo. No entanto, decidido que estava a não ir para casa, na procura de alternativas, corri as várias livrarias da zona. Nem todos os livros nos estão proibidos, mas, tristeza, nenhuma tinha A Estrada e Património, lançado na segunda-feira, ainda não lhes tinha chegado. Acabei por comprar Jack Kerouak, outro, que aquele não posso, e, tendo decidido comprar outro, igual, dizem que este era o último, mas, lamento-me, já tem uma hora de leitura. Assim, forçado a pedir, uma hora depois, se me embrulhava, que era para oferta, terminei a noite a ver There Will Be Blood, já sem carros na ponte.

No domingo tivemos um american bbq, com americans, bbq sauce americano, vinho estrangeiro (português e francês), cheese cake, apple crocante com cinnamon e um whitefish dip que abriu as hostilidades e foi a estrela da noite.

Smoked Whitefish Dip

I downloaded 6 or 7 recipes from the internet and then put together my own from them. Here’s what you had the other night:

1 package (about 2 cups) of smoked cod (from Corte Ingles supermarket) or other smoked whitefish
1 package (200gr?) of Philadelphia cream cheese at room temperature
1/4 cup of sour cream
2 Tablespoons butter at room temperature
2 Tablespoons lemon juice
1-2 Tablespoons grated onion
2-4 Tablespoons of prepared horseradish (got this at the GB store in Sao Joao do Estoril)
2-3 Tablespoons of mayonnaise (optional)

Flake the fish. With a fork, mash together the fish, cream cheese and butter. Then add the other ingredients and beat together until well mixed. (add the horseradish slowly till you get the taste you want.) Cover and allow to chill a couple hours so the flavors can blend. Serve at room temperature with bread, crostini, tortilla chips or crackers.

There are other ingredients that could be included and I want to try sometime. They include parsley, garlic, Worcestershire sauce, piri-piri flakes and chopped celery. Another party, another day.

Enjoy

A receita quase que poderia resultar nesta imagem, não fosse um cold crab dip

Mazgani apresentou ontem o seu primeiro e último album. Não que seja o último por ser o último, mas precisamente pelo contrário. Entre alguns fãs, na sala do Maxim, estavam muitos amigos de Setúbal, muitos convivas-que-não-era-bem-para-isto, duas espanholas e nós. Os amigos de Setúbal estavam emocionados, os outros a conversar, as espanholas, nas suas próprias palavras, alteradas e nós a rezar para que elas não nos caissem em cima. Em suma, foi um bom espectáculo, mais do que um concerto, mas numa sala com muito barulho de fundo e onde só faltou o “If It Be Your Will” de Leonard Cohen, que Mazgani interpretou a solo na Antena 3 na tarde de ontem, só para eu poder dizer que conheci duas das músicas. Ficará para futura oportunidade.

Esta foto poderia ter sido tirada ontem.
Mazgani
(foto de Sandra F.)

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