Hoje, finalmente, hei-de ver o “Este País Não É Para Velhos”. É bom. Diria até que é um pouco melhor que o livro, pois consegue preencher, inesperadamente, alguns dos espaços vazios. De qualquer forma, sendo bom, não é tão bom como “The Road“, que ainda está a ser filmado. Grande filme.
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As fotos dos posts anteriores, deve ter ficado claro, não são da Serra da Estrela. Foram tiradas há cinco anos em Valmorel. A Serra, a nossa, lá está, mas o tempo não ajudou nos últimos dois dias. Nem o joelho. Piorou um bocado, mas não deverá condicionar a meia-maratona de domingo. De qualquer forma, o meu treinador para os assuntos da mente e todos os outros também, já me avisou que os joelhos representam o orgulho e o ego e que preciso de encontrar um novo padrão de pensamento: sou flexível e deixo-me fluir. Registei, sou flexível e deixo-me fluir, mas, entretanto, que estas coisas do buda não resultam com todos, já marquei consulta com um ortopedista. Até lá…
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Pranchas, bota, calças, casaco, cerveja. Trouxemos tudo o que é essencial excepto o creme protector. Infelizmente, não é coisa que se alugue. Comprar? Está mais difícil do que poderia parecer. Ainda assim, mesmo com a cara a rebentar, hoje há festa e amanhã jam session.
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(A ordem das fotos pode parecer aleatória (e é!), mas só aos olhos de quem está de fora. É muito natural começar a cair antes sequer de saltar.)
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Sigo hoje para a Serra da Estrela onde vou ensinar dois amigos a andar de snowboard.
Primeira lição: como cair.
Faz sentido que esta seja a primeira lição uma vez que, nos primeiros tempos, pouco mais há a fazer senão cair. Assim sendo, e face a esta inevitabilidade, é importante sabê-lo fazer em boas condições de segurança.
É preciso atentar à cara. Não convém cair com a cara no chão para não partir os óculos. É importante, também, não partir a cara, mas, como no processo, é normal partir os óculos antes de partir a cara, se se tiver cuidado em não partir os óculos a probabilidade de não partir a cara aumenta substancialmente. Para isto, há também argumentos financeiros. É bem mais fácil substituir os óculos do que substituir a cara. Não faz sentido aproveitar uns dias na neve para fazer aquela operação plástica que sempre desejou. Há formas menos dolorosas.
Poderá haver alturas em que até é agradável ir com a cara ao chão. Para tal, convém levar a prancha para fora de pista quando a neve apresentar mais de 30cm de altura e ainda estiver virgem. No entanto, como na serra da estrela levar a prancha para fora de pista significa levar a prancha, às costas, para o carro, esta última manobra é de evitar.
(continuação do post dependente das condições meteorológicas)
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