Tenho uma amiga, que para efeitos de post e de realidade também é namorada, que tem, desde ontem, uma otite média aguda. Quem já teve otites talvez saiba que é um problema que afecta dramaticamente o ouvido. No entanto, talvez não saiba, ou não se lembre, se, tal como eu, a última otite que teve ainda foi no infantário. Otite é tudo menos um problema de gente grande. Ora, sendo estranho que uma pessoa quase nos trinta tenha uma otite assim de repente, mais estranho é que seja precisamente em dia de jogo grande na Luz. Ele há coisas que não lembra a ninguém. Já uma pessoa não pode estar sentada e descansada a ver o jogo como ainda tem de se levantar para ir buscar cervejas só porque a namorada não nos ouve a gritar por mais uma. Há mil e uma doenças mais apropriadas para dia de jogo grande. Em vez de ficar sem ouvir, não seria muito mais adequado ficar, por exemplo, sem falar? (Isto, obviamente, não é uma pergunta.)
Hoje irei ver Mazgani ao Maxim porque é hoje que Mazgani vai ao Maxim e porque não o pudemos ir ver ao Lounge, no final do ano passado. Escrevi pudemos. Pois. Nem sempre se pode.
Darjeeling Limited: e de repente, no comboio, a vida passa e nós ali sentados a vê-la. Lembra-nos que todos temos a nossa carruagem. Assusta-nos que estejamos a olhar pela janela.
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Falta a foto da bebida, (Sweet) Lassi de manga. Falta mais. O cheiro. O gosto. O vinho.
Duas horas e meia para o primeiro home-made jantar indiano. A saber, a home não era a minha, nem eu tenho responsabilidade no resultado final. Limitei-me a obedecer e a meter as mãos na massa. Para a história fica pouco: 3 ou 4 chapatas e o desejo urgente de voltar a repetir.
Ah, e fica também estefilme.
Nas palavras de Steiner
A Good Year é um filme apaixonantemente banal. A determinada altura alguém cita Proust com um lacónico “leave pretty women for man without imagination”. O meu problema sempre foi o contrário: demasiada imaginação perto de mulheres bonitas.
Há dois tipos de pessoas de que gosto. Primeiro tipo: Russell Crowe. Segundo tipo: Russel Crowe na versão feminina. Claro que não sei bem o que isto quer dizer; muito menos tenho noção das suas eventuais consequências.
Poderia ser mais um Die Hard, se Bruce Willis estivesse a tentar salvar o mundo. Não está. Não é. É um pouco melhor do que qualquer Die Hard o que, neste caso, equivale a dizer que não é tão bom.