fotos inúteis da Madeira
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Já há neve, asides e wordpress 2.7
Um grande Natal, este que já começou.
para quem não quer mudar o mundo o seu fim é o melhor local para viver
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A madrugada, quando começa? e quando deixa de ser?
Hoje acordei as 6h15 para, ainda sem uma luz, correr trinta minutos. Fico sempre surpreendido quando, em dias como hoje em que sinto que “não, mais cedo do que isto não dá”, chego ao parque e me cruzo com quem lá chegou primeiro. Há sempre alguém que já lá está. Não tenho qualquer dúvida que se tivesse acordado às 5h00 e fosse correr alguém lá estaria. Há sempre alguém que chega primeiro.
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Acabo todos os anos com a sensação de que deveria ter ido mais ao teatro. Este ano, não sendo nisso uma excepção, termina com uma ligeira diferença: fui ao teatro.
Assim de repente, fui ver aquele que é considerado por muitos (procurem vocês) o melhor grupo teatral do mundo, Berliner Ensemble, fui, também em Almada, ver uma peça de Saramago numa altura em que, notava-se, o nevoeiro lhe causava alguma dificuldade, fui ver, e sofrer, com um monólogo do João Lagarto, vi um musical, o Cabaret, e vi também, há poucos dias (agora há mais) , a arte do crime. Não sei se me falha algum nem sei se, na altura própria, escrevi sobre cada um destes momentos. Se não o fiz, não o devo ter feito, deveria. Ainda assim, sem precisar de mais recordações, sem dúvidas também, o meu momento teatral do ano ocorreu com a peça de Saramago “Que farei com este livro”. O momento vale pela peça em si, mas a ele acrescem ainda as palavras do autor, subido ao palco, já depois do pano caído. Se muitas da ideias e palavras de Saramago nos separam, naquela sala tudo nos uniu. Ali estava um homem que não se quis sentar na cadeira que lhe trouxeram e que de pé, mais do que palavras, encontrou mais uma razão para existir. Eu não sei que razão encontrei, mas sei que depois da morte da maior parte de nós tudo permanece igual. A nossa morte, excepção a alguns poucos, gerará pouco mais do que uma fátua consternação. A vida continua para lá da morte dos outros. Nós, que ainda lhe vamos sobrevivendo, sabemos disso. É difícil prolongar a vida para lá da morte e, no entanto, naquele momento, naquele palco, naquela vida, tudo ainda se permitia. Até a eternidade.
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Em dezembro, revisito o ano que termina. Será a primeira vez e, assim de repente, escreverei sobre o melhor do meu 2008 na cultura, na política, no desporto, na blogesfera e em mais uma ou outra coisa que entretanto surja.
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de modos que é assim
a cabeça vai latejando, pouco. tentar explicar. não dói. isso é bom. ambos sabemos que há em mim para além de um grande cansaço uma grande aversão à dor. levanto-me e a cabeça julgo que é a cabeça encolhe. poderia dizer que é o cérebro que aumenta mas. não. isso sabemos que não. encolhe e eu não ando quando dou passos. vou andando. só posso imaginar que seja um género de levitação. se fosse água que estivesse debaixo de cada pé ali estava eu a andar.a levitar. já tomei um cêgripe. devia ter tomado dois.
A manhã começou assim. Um ciclo de pesquisas infrutíferas e só relacionadas entre si porque acontece. Acontece assim. Como a manhã começou. Este blogue não se reinventa. Este blogue atravessa ciclos e nas últimas semanas foi um ver se te avias de regressos ao passado. A vida repete-se. O blogue também.