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A receita de gelado de cheesecake, que uma amiga me enviou, começa assim:

não compres nada light. se ela perguntar diz que é.

arroz preto

Em criança era comum juntarmo-nos todos, os primos, em casa da minha avó. As recordações são várias, mas a de hoje leva-me ao arroz preto. Era assim que um dos meus primos chamava ao arroz de cabidela que só comíamos em casa de minha avó. Delicioso. O arroz preto juntava-nos à mesa e era razão suficiente, mas nunca a única, para ali querermos estar. Já não me lembro da última vez que comi arroz de cabidela feito pela minha avó, tempo demais, mas sempre que encontro o prato na ementa de algum restaurante não deixo de pedir e procuro deliciar-me à mesa, sempre, com os meus primos, com quem quer que esteja. Mais uma viagem. Infelizmente é raro encontrar, mas, felizmente, só preciso de conhecer um restaurante que me satisfaça. Ponto final, no cais do ginjal, em Cacilhas. Junto ao rio Tejo, com vista para Lisboa. É ali que almoço, como se tivesse na sala de jantar da minha avó.

Barca Velha

Barca Velha 85Bebi em 2001, no dia do Pai, no dia do meu pai, em Novembro, um Barca Velha de 1985. Era uma garrafa com história que tinha sido comprada ainda eu não tinha 18 anos. Naquele dia foi à vida. Assim, sem mais histórias. Do vinho ficaram umas fotos e a sua história só a recordo quando ainda a garrafa estava fechada. Se fosse hoje seria diferente. Hoje a história de um vinho escreve-se enquanto se bebe. Porque a história de um vinho, mesmo a anterior a nós, só existe nos aromas que sentimos e nas sensações que nos provoca. A história do vinho confunde-se com a nossa.
Já chega. Vai surgir um novo Barca Velha e está na hora de cobrar a garrafa que me deves…

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Herman

Grande aniversário. Há meses que não via o programa e hoje nem consegui aproveitar o intervalo da uma da manhã para desligar a televisão e ir deitar-me.
Ouvi o Carlos do Carmo, o Rui Veloso e outros a cantar antigos sucessos.

Interesseira, convencida, ignorante, foragida, sua burra
És a miúda mais palerma, camelóide que eu já vi
Mas porque raio é que tu queres os beijinhos só p’ra ti

Ora dá cá um
E a seguir dá outro
Depois dá mais um
Que só dois é pouco
Ai eu gosto tanto
É tão docinho
E no entretanto dá mais um beijinho

O Mário Crespo também cantou e o Milhazes veio do frio.

Revi a Melga Shop e o Mike.

Sr. Feliz e Sr. Contente com Nicolau Breyner.

A Mariza a cantou esta música. Fabuloso.

Vitor de Sousa, Boris Vian e os os problemas do existencialismo francês.

Devia ter ido deitar-me à uma da manhã

Nem todos os presentes têm graça

Vou

(Fica o som de uma das minhas primeiras memórias do Herman, no Natal dos Hospitais. )

se te visse

se te visse
nua, como se
te visse
perdida sozinha
enlaçada nos braços
de uma estrada
sem destino

nunca houve destino

chamaria por ti
baixinho para não acordares
do sonho que te leva
nessa estrada
sem fim

há sempre um fim

se soubesse teu nome
guardaria-o eterno

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Fora de contexto, ou seja empolada pela saudade, o amor perdido é único e irrepetivel. Aquelas tardes de passeios descalços no areal, as noites de sexo e puro êxtase, filmes de uma vida vistos a dois, palavras doces e soltas trocadas de mãos dadas no escuro, olhares tão profundos e belos que mortal alguma poderá superar. No contexto, relação que deu para o torto por erros, mais de uma parte que outra, mas em comum, que tinha tudo para ser óptima mas não aconteceu e acabou.

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Ninguém gosta de ver as coisas em contexto.

Na rádio, no rádio, oiço a Ana Mesquita à conversa com o murcon. Acho que é amor. Nunca a vi, não quero ver sequer, nada me move nesse sentido, mas tenho de admitir que sempre que oiço O Amor é… me apaixono pela Ana e o meu dia corre sempre melhor. Amor é isto?, apaixonarmo-nos por uma voz?, palavras lidas? ou um cheiro? Amor é sentirmo-nos elevados com tudo isso? Talvez seja essa a razão para dizer que o amor é cego. Ou para dizer que não precisa de olhos, não precisa de ver para sentir. Ou, para dizer que o amor cega… ou para dizer que não serve para nada. para dizer que o amor é isso. Dispensável.

O Rei

Casa Santiago - Rei do Choco Frito (Setubal)

Se dúvidas houvesse, o nome diz tudo. É o Rei do Choco Frito. Setúbal.

Moto 4 - Comporta - Carla Caldeira Produções

Hoje fomos considerados o grupo mais indisciplinado que (eles) já tiveram. Parecem uns miúdos, disseram, no que foi interpretado, por mim, como uma tentativa, frustrada, de nos meter tino na cabeça. Não deixámos. Não deixamos. Não deixo, eu. Não me conheço de outra forma. Ao fim de três horas chegámos cansados, encharcados, mas inteiros. Ou quase. Eu estou todo partido.

El ‘botellón’ fue convocado en toda España por miles de jóvenes a través de ‘e-mail’ y mensajes a móviles y se extiendió a unas 20 ciudades. (El Mundo)

Estes espanhóis parecem uns miúdos

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