O tempo é a substância…
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…de que sou feito (Jorge Luís Borges)
As palavras nunca perdem o sentido, mas, o tempo, esvazia-as de sentimento. O mesmo tempo que nos desfaz.
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…de que sou feito (Jorge Luís Borges)
As palavras nunca perdem o sentido, mas, o tempo, esvazia-as de sentimento. O mesmo tempo que nos desfaz.
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E quando acontece aos outros como se nos acontecesse a nós? Não há forma de resistir. Viver torna-se um sonho porque a morte, inevitável, é um pesadelo.
Quando, há três anos, estive em Nova Iorque à procura de um travão para o cancro que consumia a Bina, já me sentia alheado de uma realidade inevitável. A notícia já me consumira a esperança.
Se hoje pudesse ser diferente.
Pode ser, tem de ser, mas viver não deixa de ser um sonho. O pesadelo sobreveio.
Começo a achar que, por nunca ter ido a um psicólogo, há algo de errado comigo. pq n investes numas consultas de psicologia? – fazia parte de um post que resolvi não escrever. Fez também parte de uma conversa. Parece fazer parte da normalidade, uma normalidade que, lamentavelmente, não conheço. Devagarinho, aos Salpicos, o cenário vai mudando…
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A mais recente brincadeira com o Google Maps.
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Se soubesse quem és
não
precisaria de te perguntar
quem és?
vagueio sozinho na esteira dessa certeza
mas tropeço nas dúvidas em momentos de tristeza
tétrica vereda
ah se me entrego ao riso que só encontro nos copos
entrego-me perdido e nem faço votos
eternos nao acredito! Existo em mim
neste caminho que não escolhi
laivos de uma vida que nunca tive
simulado de alegria
acossado
Se me perguntas quem sou não te vês e não sabes
pára um pouco nunca demais
para descobrires o que fazes
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noutros tempos? no abrupto
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Em Outubro do ano passado resolvi criar novo blogue que me libertasse um pouco do colete de forças que me prendia. Anónimo, como convém, escrevi 88 posts que deixaram de fazer sentido no eclipsad. Deito-me, hoje, no sofá, preparado para essa prescrutação inevitável. Insisto, ainda assim, em pedir desculpa, but you are looking for something that isn’t here.
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O casamento foi óptimo e resultado dos desígnios de Deus, esse mistério, e temos de aceitar e tentar perceber, como fez questão, o padre, de referir.
Ninguém disse se alguém tem algo contra esta união que se levante agora ou cale para sempre… Parece que é só nos filmes e nos casamentos protestantes que esta pergunta faz sentido e os únicos protestantes na Igreja estavam a celebrar um casamento católico. Ninguém protestou, afinal são os desígnios de Deus. Já o acto consumado, também sem protestar, I was very happy that he blessed me… It cost me more, but… Menos misteriosos, os desígnios. Business as usual
O copo de água foi extraordinário. Na nossa mesa havia de tudo: alemães, holandeses, ucranianos, espanhóis, portuenses e Lisboetas. Depois do primeiro copo, o normal: festa. Business as usual
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Quando for para Moçambique vou mudar a cara do blogue. Já tratei disso e, neste momento, insiste a seguinte mensagem :
Not Found
Sorry, but you are looking for something that isn’t here.
Fico descansado. Foi só mesmo a imagem que mudou
Não tenho o hábito de avaliar as minhas amizades, de perceber o que tem corrido bem e o que pode melhorar, de planear o futuro. Faço mal. A naturalidade que atribuo, no dia a dia, à forma como a relação com o meus amigos existe é falsa. Em todas as amizades que mantenho tive de lutar, e os meus amigos também, de trabalhar para elas, de me esforçar. Todas as amizades tiveram o seu momento de verdade, o momento em que se poderiam ter desvanecido. Alguns amigos com quem falhei de me unir dessa forma, na busca de uma união, foram-se perdendo. Hoje, nove anos depois de a ter conhecido, encontro no tempo esses momentos e percebo que correu tudo bem. Não interessa se foi sorte. Importante que assim foi.
Vai casar. Continuam a insistir no casamento. Desde que tive o primeiro casamento, de amigos, que não tenho parado. Todos os anos são vários. Este ano seriam quatro, não tivesse fora de Portugal em três deles. Amanhã é o dela. Fim de semana de arromba! Já começou…
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O Rui diz que estou com uma ganda cabeça. A Paula diz que pareço ter regressado aos tempos da universidade. Não deixo de relativizar porque a verdade continua imutável: a minha cabeça é a mesma, nunca saí da universidade e mudar de vida não pode passar só por ir seis meses para Moçambique. A dificuldade, neste momento, é saber o que faz a diferença.